5 elogios numa só frase

Filipenses 2.25: Paulo elogia o emissário dos filipenses na hora de enviá-lo de volta.

O elogio é uma arte. O bom elogio não exagera, mas reconhece as virtudes da pessoa. Lança mão de termos e descrições precisas. Resume o valor da pessoa e as qualidades que a torna preciosa aos olhos de quem ouve o elogio.

Desta forma, Paulo dominava a arte do elogio.

Contudo, penso que será necessário enviar-lhes de volta Epafrodito, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas, mensageiro que vocês enviaram para atender às minhas necessidades.
Filipenses 2.25 NVI

Paulo enviou esta carta aos filipenses pelas mãos de Epafrodito. Ele usa cinco termos para elogiar Epafrodito na carta aos conterrâneos dele, três em relação dele mesmo e dois em relação aos filipenses. Evidentemente, ele não quer que os filipenses pensem que seu enviado tenha abandonado a sua missão para suprir as necessidades do apóstolo.

Meu irmão. O reconhecimento de alguém como sendo irmão na família de Deus não foi feito de modo leviano. Hoje, usa-se o termo para qualquer pessoa, praticamente. Paulo quer indicar aqui uma relação íntima espiritual das mais próximas.

Cooperador. A missão da igreja é proclamar a Boa Nova. Paulo não tinha outro objetivo a não ser a salvação de todos. Epafrodito trabalhou ao lado de Paulo para cumprir esta tarefa.

Companheiro de lutas. O cumprimento da missão envolve grandes dificuldades, altas barreiras e profundos sofrimentos. Epafrodito não fugiu das lutas necessárias para fazer o trabalho dele.

Epafrodito era, então, irmão na fé no sentido espiritual, cooperador em pregá-la e companheiro de lutas para mantê-la” (Ellicot citado em JRB).

Paulo usa dois termos para descrever Epafrodito em relação aos filipenses: “seu enviado e servo da minha necessidade” (tradução minha).

“Mensageiro” representa um uso genérico do termo “apóstolo” (grego = apostolos). Seria melhor traduzido como “emissário” ou “enviado” (ARC), pois o termo “mensageiro” dá ideia de transmitir uma mensagem.

A frase: “que vocês enviaram para atender às minhas necessidades”, traduz outro substantivo para descrever Epafrodito: “seu (…) servo da minha necessidade”. É quase certo que ele tenha levado ofertas dos filipenses a Paulo e tenha ajudado ele na prisão com quaisquer necessidades que tivesse.

Paulo — ainda na prisão e com grandes dificuldades pessoais — menciona estas virtudes e atribuições de Epafrodito dando a entender que ele as tinha cumprido satisfatoriamente e portanto devia ser recebido de volta com a honra que merecia. Ele ainda estava pensando em como promover a união e progresso do evangelho entre os outros.

Que aprendamos de Paulo como elogiar os outros, pelos mesmos motivos.

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