A prostituta esquecida

Ela somos nós que nos orgulhamos nas riquezas.

Algumas pessoas vendem o corpo, outros, a alma. Por isso, foi apropriado Isaías usar a imagem de uma prostituta que perdia seus atrativos e aplicá-la à cidade de Tiro:

“Pegue a harpa, vá pela cidade, ó prostituta esquecida; toque a harpa, cante muitas canções, para se lembrarem de você”.
Isaías 23.16 NVI

Tiro era cidade comercial e marítima, poderosa pela riqueza que ganhava nos negócios. Sua queda vinha, porém, não por ser empreendedora, mas sim por ser orgulhosa.

O capítulo 23 de Isaías narra o castigo de Deus sobre a cidade. Uma das cidades mais antigas, Tiro serviria como exemplo do plano mundial de Deus para opor-se a toda manifestação do orgulho humano: “O Senhor dos Exércitos o planejou para abater todo orgulho e vaidade e humilhar todos os que têm fama na terra” (verso 9).

Não traz a condenação de Deus uma pessoa ou uma nação fazer negócios e se enriquecer, mas sim o mau uso e o orgulho que centra nela a capacidade.

Por isso, os lucros devem ser “separados para o Senhor” (verso 18).

De outro modo, seremos prostitutas velhas sem cliente.

Deus dos exércitos, o orgulho se levanta contra o Senhor e proclama a independência. Que eu me lembre que tudo vem do Senhor e a inteligência, a força física, a saúde e os lucros são dádivas suas.

Segure este pensamento: Não o que se ganha, mas como se gasta, que condena.

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