Natanael, de Caná da Galiléia

No terceiro dia houve um casamento em Caná da Galiléia.
João 2.1a

No relato de João, Jesus tinha acabado de conversar com Natanael, que se tornou seguidor do Senhor. A história da transformação de água em vinho segue imediatamente a conversa de Jesus com o cético que duvidou que alguma coisa boa podia sair de Nazaré.

Caná a CafarnaumSomente no final do evangelho é mencionado que Natanael era de Caná da Galiléia (21.2), onde ocorreu o primeiro milagre de Jesus. Caná distava uns 12-13 km de Nazaré e ele devia conhecer bem a cidade vizinha.

Duas conclusões.

Sem o uso duma concordância bíblica, dificilmente iríamos associar Natanael com o milagre na cidade de Caná (a não ser que tenhamos memória excepcional). A leitura superficial perde a riqueza espiritual que as Escrituras nos oferecem.

Segundo, pela colocação das duas histórias, é difícil não ver alguma conexão entre Natanael e o milagre na sua cidade.

No mínimo, esse homem íntegro começa a ver as “coisas maiores” que o Senhor lhe prometeu. Na sua própria cidade.

Jesus batizava

Depois disso Jesus foi com os seus discí­pulos para a terra da Judéia, onde passou algum tempo com eles e batizava.
João 3.22

O texto sobre o encontro de Jesus com Nicodemus (3.1-21) serve bem para apresentar a atividade do Senhor batizando as pessoas.

Ele tinha ensinando a Nicodemus que “Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (v. 3), “da água e do Espí­rito” (v. 5).

Agora, ele passa algum tempo batizando as pessoas que vinham até ele. As pessoas estavam vindo “para a luz” (v. 21) ao serem batizadas por Jesus.

Enquanto Jesus batizava, João também fazia a mesma coisa (v. 23). Nesse momento havia dois batismos: o de Jesus e o de João, a quem sempre apontava o Senhor como o Messias.

Mas chegou a hora em que ficou um só batismo (Efésios 4.4), o qual permanece até hoje: a imersão na água da pessoa arrependida para receber o perdão dos pecados.

Hoje, as denominações criaram muitos batismos. Mas ainda continua havendo um só (Mateus 28.18-20; Atos 2.38; 22.16). Você já recebeu o batismo que Jesus ordenou?

Se não, receba-o hoje para que seja discí­pulo dele, perdoado dos pecados e preparado para a eternidade.

Aprovação

Ainda assim, muitos lí­deres dos judeus creram nele. Mas, por causa dos fariseus, Não confessavam a sua fé, com medo de serem expulsos da sinagoga; pois preferiam a aprovação dos homens do que a aprovação de Deus.
João 12.42-43

A opinião dos outros motiva muita gente. As pessoas fazem ou dexam de fazer porque temem a crí­tica ou a rejeição daqueles de quem querem a aprovação.

O desejo de agradar as pessoas também impede que se busca a aprovação de Deus pela confissão de Cristo. Confessá-lo significa assumir publicamente Jesus como Senhor e obedecer seus mandamentos.

De quem você quer mais a aprovação: de Deus ou dos homens?

Conhecia aquele lugar

Ora, Judas, o traidor, conhecia aquele lugar, porque Jesus muitas vezes se reunira ali com seus discí­pulos.
João 18.2

Parada noturna no monte das OliveirasAs pessoas sabem aonde ir para encontrar você? Conhecem tão bem os lugares que você frequenta que iriam para lá em busca de você? Onde iriam para achá-lo?

Judas conhecia os hábitos de Jesus. Quando chegou a hora de traí­-lo, dirigiu-se para o olival no monte das Oliveiras, fora da cidade de Jerusalém.

Jesus se retirava frequentemente da cidade para orar e para partilhar a palavra com seus seguidores. O olival era lugar propí­cio para a oração e o ensino, longe da agitação da cidade e da pressão das pessoas que queriam vê-lo.

E qual o lugar que você frequenta? O bar? O baile? O balcão da padaria? O sofá na frente da TV?

Ou no meio dos cristãos? Na sala de estar de uma famí­lia que precisa ouvir o evangelho? No quarto fechado para momento de oração?

Seus hábitos espirituais são tão bem estabelecidos que até seus inimigos os conhecem?