Em quem se pode confiar?

Provérbios 30.5: Dá pra confiar nas palavras de Deus.

 

Os seres humanos decepcionam, então ficamos cautelosos. Fica difícil de confiar nas pessoas. Os políticos não são os únicos que deixam de cumprir as promessas. Amigos, colegas e membros da família também nos desapontam.

Precisamos de doses grandes do perdão para estes últimos e, às vezes, o confronto sobre sua perfídia, para dar-lhes oportunidade de mudar.

Olhando para o próprio interior, descobrimos que nós mesmos também já fizemos promessas que não podíamos cumprir ou que decidimos ignorar.

Por isso, a seguinte verdade sobre Deus e sua palavra nos oferecem esperança:

Cada palavra de Deus é comprovadamente pura;
ele é um escudo para quem nele se refugia.
Provérbios 30.5 NVI

Esta sabedoria do rei Agur aparece numa seção perto do fim do livro de Provérbios. Os versos 1-9 declaram que “devemos reconhecer nossa incapacidade de entender os caminhos de Deus antes de podermos aceitar a revelação de Deus” (CBC).

Não conseguimos entender Deus por conta própria. Mas ele nos informa quem é e o que está fazendo. “Palavra” neste verso é um termo usado somente aqui em Provérbios e refere-se à palavra escrita de Deus. A resposta à nossa busca, vv. 1-4, se encontra nas Escrituras sagradas.

Porque a auto-revelação de Deus é definitiva e nenhum homem pode complementá-la, e porque ninguém pode melhorá-la pela especulação, não se pode acrescentar nada a ela. Então, Agur se apressa para dizer:

Nada acrescente às palavras dele,
do contrário, ele o repreenderá
e mostrará que você é mentiroso.

O raciocíno humano escurece o “conhecimento do Santo” v. 3. A sabedoria também consiste em saber o que não se sabe.

Por trás do conceito da pureza da palavra de Deus é uma figura de linguagem que se refere ao antigo processo de fundição para retirar impurezas. A figura não sugere que a palavra de Deus continha impurezas que deviam ser retiradas. Pelo contrário, indica a pureza ou perfeição da sua palavra, a qual é por isso totalmente confiável.

Tanto que Agur utiliza outra metáfora para o Deus que fala e revela. Ele é um escudo — proteção, segurança — para os que o buscam para refúgio. Aos que sabem que não há lugar para dúvidas, v. 5b, ou melhorias, v. 6, a palavra de Deus conduz para além das palavras até Aquele que as falou, em segurança íntima (Kidner).

CBCConcise Bible commentary, D.S. Dockery, ed. geral. Holman, 2010. KidnerProvérbios: introdução e comentário, de Derek Kidner. Série cultura bíblica. Mundo Cristão/Vida Cristã, 1980.

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