Efetuando em nós o querer

Fp 4.13: Deus nos dá o desejo. Mas temos de querê-lo.

O autor A.B. Simpson escreveu que a promessa de Deus em Salmo 37.4, de dar os “desejos do coração”, pode significar, não somente o cumprimento dos nossos desejos, mas até mesmo a “inspiração dos nossos desejos”. Com isso ele quer dizer que Deus instaura em nós pensamentos “de modo que nossos orações sejam de acordo com a Sua vontade e nos devolva a resposta infalível da Sua providência poderosa”.

Embora no texto do verso essa ideia talvez não seja a melhor, ela é possível. A Bíblia Livre entende, como outras versões, que a frase se refere à oração: “ele te dará os pedidos de teu coração”.

Mas a ideia de Simpson encontra eco em Filipenses 2.13:

“Pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele” (NVI).

Se colocamos em ação a nossa salvação, verso 12, Deus produz em nós o desejo correto. Esta verdade impressionante faz parte da transformação interior que Deus efetua em nós.

Quando oramos, como fazia nosso Senhor Jesus Cristo, para que a vontade de Deus seja feita em nós, tal pedido inclui desejarmos o que Deus deseja. Significa tomarmos decisões baseadas na escolha divina.

Às vezes, temos de trazer a nossa vontade, esperneando e gritando, a Deus. Ele a dominará e a transformará ante nossos próprios olhos.

Um amigo disse uma vez que não queria fazer a vontade de Deus. Perguntei-lhe: “Mas você quer querer fazê-la?” Se sim, estamos apenas a um passo do Deus que efetua em nosso o querer.

Obviamente, não temos ideia nenhuma do que Deus deseja, longe da Bíblia. Nenhuma. Então, não é esta ainda outra razão para manter o nosso nariz dentro das páginas da Escritura Sagrada? Isso não nos motiva mais ainda a mergulhar profundamente e beber demoradamente na fonte da sabedoria divina e da revelação celestial?

Deixe uma resposta