Coisas encobertas e coisas reveladas

Deuteronômio 29.29: Deus decide qual é qual, e vamos confiar nele.

A desobediência ao Senhor não é por falta de informação, mas sim falta de vontade. Temos tudo o que precisamos para sermos a Deus obedientes. De fato, a sua revelação para nós visa a nossa obediência, que nos traz a purificação da alma e a possibilidade de amar a Deus e à família da fé.

As coisas encobertas pertencem ao Senhor, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei.
Deuteronômio 29.29

O contexto dessa palavra é a aliança de Deus com Israel e o castigo que o povo sofreria pela desobediência à lei. O princípio continua valendo hoje.

O futuro está nas mãos de Deus, e seus planos são além da nossa compreensão. Mas ele deseja o nosso bem e nos dá a oportunidade de nos relacionar a ele por meio de sua revelação.

Sua revelação não foi dada para satisfazer curiosidade nem para oferecer matéria para filosofia ou teologia, mas para andar com ele, mudar a nossa vida e o nosso destino e dar-nos nesta vida propósito e significado.

Hoje, esta revelação está totalmente em seu Filho Jesus Cristo. “Quem não obedece ao Filho não tem a vida eterna, mas a ira de Deus permanece sobre ele” João 3.36b.

Tudo a Deus pertence, e o que temos da sua mão vem da sua bondade e deve ser sempre mais do que suficiente para nossa vida.

As palavras do irmão E.M. Zerr sobre o verso são proveitosas:

Este verso contém um princípio fundamental sobre a revelação divina. O mundo deve manter em mente que Deus não retém fora do alcance do homem nada que lhe seria benéfico. Portanto, não se deve fazer nenhum esforço para penetrar no invisível para informação que Deus não considerou próprio para passar para o homem. Esta disposição sempre tem sido desagradável a Deus, e continua sendo hoje, Cl 2.18. Assim, quando há algo sobre um assunto introduzido na Bíblia que parece possuir mistérios, devemos nos lembrar que não é da nossa conta o que pertence somente ao Senhor. Devemos portanto confiar nele para sua graça e manifestar nele uma fé simples.

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