Se muitos cristãos tivessem o mesmo entusiasmo que os torcedores têm, o cristianismo seria outro e em consequência a igreja. Eles (os torcedores) são fervorosos, alegres, fiéis, convictos, corajosos, defendem com “unhas e dentes” o seu time, não o abandonam; faltam de serviço por causa de jogos, faltam compromissos importantes para estarem nos estádios, ficam até tarde assistindo os jogos pela TV quando não dá para ir ao estádio, se organizam em torcidas, se organizam para protestar na sede do clube quando o time vai mal; e tantos outros adjetivos e características que poderiam ser descritos aqui. Já pensou cristãos assim, dando tudo isso em prol do “time” de Cristo? Já pensou? Cristãos fervorosos, alegres, fiéis, convictos de sua fé, corajosos, defensores da causa de Cristo; permanência e constância nas reuniões e trabalhos da igreja, presença marcante e atuante na obra, “perdendo” horas de sono para orar, estudar e meditar na palavra de Deus; se organizando para o serviço ao Senhor e defendendo seus direitos. Sim! O cristianismo seria abundantemente produtivo, tanto na evangelização, quanto na edificação mútua. Infelizmente, muitos estão se deixando levar pelos atrativos do mundo, inclusive pelo mundo futebolístico, que virou nada menos que política de interesses. E do mesmo modo que os cristãos, eu coloco o cidadão. Se os cidadãos brasileiros fossem como os torcedores, ou melhor, se os torcedores fossem cidadãos, o país e sua política seriam totalmente diferentes. O torcedor quando seu time vai mal, ele protesta e exige mudança imediata; já o pais, representado por seus políticos, quando vai mal, a única coisa que se vê é murmuração e protestos estéreis. Que Deus nos de força sobre força para vencer a inércia e inoperância que insistem em querer abdicar de nosso tempo, serviço e dedicação a Ele.