Na festa sem roupa

O convite de Deus é gratuito — e exigente.

Deus deixa qualquer um entrar no reino dele, mas não permite que entre de qualquer jeito.

Quando o rei entrou para ver os convidados, notou um homem que não estava usando roupas de festa e perguntou:
—Amigo, como é que você entrou aqui sem roupas de festa?
Mas o homem não respondeu nada. Então o rei disse aos empregados:
—Amarrem os pés e as mãos deste homem e o joguem fora, na escuridão. Ali ele vai chorar e ranger os dentes de desespero.
E Jesus terminou, dizendo:
—Pois muitos são convidados, mas poucos são escolhidos.
Mateus 22.11-13 NTLH

Ficar sem a roupa apropriada na festa significa estar sem o preparo necessário — fé e obediência — que o Senhor requer.

Quem vai assim ficará sem resposta quando o Juiz perguntar. Pois não existe desculpa que justifique nossa falta de retidão na nossa vida em Cristo.

Mais do que aceitar o convite de Deus, é necessário adequar a nossa vida conforme o padrão dele.

“O convite de Deus é gratuito, mas é também exigente” (TEB).

Pai, prepare-me para não somente aceitar, mas viver digno do evangelho.

Segure essa ideia: O Rei convida à farta mesa, / Prepare-se já! Não haja surpresa.

2 pensamentos em “Na festa sem roupa”

  1. O triste de tudo isso é como alguns (se não muitos) tratam as coisas de Deus (aquelas “coisas que Deus providenciou para nos mantermos salvos”, que tanto falava o saudoso amigo Carlos Ferreira (Carlão). O desmazelo e o relaxo com as reuniões e obras pelas quais a igreja precisa realizar é desanimador e desestimulante, porém o autor inspirado de Hebreus escreveu: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (10:24). Paulo instruindo sobre os vários dons no corpo (igreja) disse: “se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria” (Rm 12:6-8). Em todo dom exposto, o apóstolo ligou um adjetivo, ou seja, cada dom exige que seja feito de forma adequada, com especial zelo, dando o devido valor a cada obra realizada. Não podemos jamais fazer o trabalho que é dedicado a Deus de forma desmazelada, relaxada e descompromissada. A obra de Deus exige de cada discípulo, fé, dedicação, esmero, zelo, liberalidade, diligência e alegria (conforme a passagem de Romanos), adjetivos que sempre devem estar ligados aos dons daqueles que querem servir ao Senhor e seus propósitos aqui na terra. E por fim, o apóstolo completou: “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes; compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade; abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” (Rm 12:10-15). Se o corpo (igreja local; congregação) não age assim, algo está muito errado – e com os membros – e é preciso mudar (mudança radical se for preciso), pois do contrário, muitos enfraquecerão, afastarão e perecerão com o tempo; e não é isto que Deus quer. O Senhor que membros fortes, felizes e dedicados em sua igreja, “pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10).

    1. Obrigado, Elcio, pelos comentários bons. Sinto falta do Carlão. O egoísmo toma conta nas reuniões, temos muitas vezes outra igreja coríntia na qual cada um procura se destacar ao invés de edificar ao irmão.

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