A graça e a verdade

João 1.17: Qual o verdadeiro contraste neste texto?

Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.
João 1.17

Na aliança de Moisés, havia graça e verdade, Êxodo 34.6-7; Salmo 19.9; 119.42, 160. Estas não eram ausentes. Na aliança de Cristo, há lei também, Romanos 8.2; 1 Coríntios 9.21; Tiago 1.25; 2.12. O contraste que João faz aqui é questão de ênfase. O perdão na antiga aliança olhava para o perfeito sacrifício futuro, que seria Jesus.

A Lei representa as exigências de Deus; a graça e a verdade, a salvação dele. A Lei de certa forma proíbe; a graça e a verdade permitem, por meio da definitiva remissão dos pecados, a restauração da santidade e a aproximação de Deus. A Lei ordena; a graça ajuda.

A maior distinção neste contraste entre a velha e a nova está nas pessoas por intermédio de quem chegaram as coisas ao povo de Deus. O autor de Hebreus nos lembra que Moisés era servo na casa de Deus, mas Jesus é filho, Hebreus 3.1-6.

Este texto é a primeiro vez no evangelho de João que o autor usa o nome de Jesus. O nome significa Salvador. Seu nome é associado ao título do Prometido de Deus, que veio e cumpriu todas as profecias divinas e as promessas feitas no Antigo Testamento.

Ao homem pós-moderno que prega o relativismo, soa estranho, juntos, a dupla graça e verdade. Mas recebemos aquela por meio desta. A verdade de Deus é disponível a todo homem e ela traz a grande bênção da graça eterna.

Pai eterno de nosso Senhor Jesus Cristo, venham até nós a sua graça e verdade por meio do Salvador. Que possamos aprofundar-nos na sua bondade.

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