Julgado pela lei da liberdade

Tiago 2.12: A lei de Deus faz parte do evangelho de Cristo.

Alguns enfatizam tanto a distinção paulina entre a lei e o evangelho, que não conseguem ver no Novo Testamento que existe também uma lei.

Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade.
Tiago 2.12 NVI

Charles Hess criou uma lista das menções do evangelho como lei.

  1. A lei do Espírito da vida em Cristo Jesus (Romanos 8.2).
  2. Não ficar sem lei para com Deus, mas sob a lei de Cristo (1 Coríntios 9.21).
  3. Levar os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumprir a lei de Cristo (Gálatas 6.2).
  4. As leis do Novo Testamento escritas nos corações dos cristãos (Hebreus 8.10; 10.16).
  5. A lei perfeita da liberdade (Tiago 1.25; 2.12).

A estas poderia acrescentar “a lei real” mencionada em Tiago 2.8 também.

Em nosso trecho acima, Tiago declara que por esta lei seremos julgados. Não é apenas uma figura de linguagem. É uma realidade do reino de Cristo. Até um comentarista evangélico declara sobre a lei da liberdade: “Isso vai ser mais severo do que uma lei meramente exterior, porque vai julgar o coração e a motivação. A ausência do artigo antes de ‘lei’ no grego destaca a natureza da lei” (T. Carson, Comentário Bíblico NVI, 2140).

Talvez explique a “justição maior” que Jesus exige dos seus seguidores (Mateus 5.20).

Somos salvos pela graça, sim. A salvação que não tem base nos méritos humanos. Ela tira a lei religiosa como uma das bases sobre as quais as pessoas tentam construir o mérito, mas não descarta a presença e a obrigatoriedade da lei embutida no evangelho. Quer dizer, sempre foi necessário obedecer às ordens de Deus. Por esta obediência, porém, não provamos que somos bons. Pelo contrário!

Deus justo, obrigado pela sua lei no evangelho que nos traz liberdade. Que vivamos de acordo com ela para dependermos de Cristo para nossa salvação. Amém.

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