O mandamento da imitação não é apenas sugestão

Filipenses 2.5: Jesus é modelo e nós o seguimos.

Os mandamentos do Novo Testamento compõem parte essencial do evangelho, tanto que o Caminho de Cristo é chamado, por sinédoque, de mandamento, 2Pd 2.21. E nenhum mandamento expressa a natureza da vida em Cristo como este verso:

Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,
Filipenses 2.5

Nesta carta, o apóstolo Paulo usa o verbo phroneo (pensar, ter atitude) nove vezes em sete versos. Para uma carta breve assim, torna-se, pelo número de vezes empregado, um termo chave. Neste contexto, também, o verbo dirige o texto a seguir.

Para traduzir o verbo, algumas versões usam o termo “sentimentos”. Embora a acepção clássica seja correta, o conceito popular se restringe à ideia de emoção, o que deixa de comunicar a essência do verbo, aqui de mentalidade ou postura.

A atitude em vista é a humildade, qualidade esta necessária para preservar a unidade entre os cristãos. O irmão B.W. Johnson, em seu comentário People’s New Testament, afirma: “Ele aponta Cristo como o exemplo da humildade e dedicação ao bem dos outros”.

Nossa tendência hoje aumenta a distância entre nós e Jesus Cristo. Enfatiza-se a perfeição dele e a nossa incapacidade de nos aproximar dele. Sentimos a impossibilidade de imitar o seu exemplo.

O Novo Testamento, porém, corrige este erro. A cada momento nos insta a não somente tomar Jesus como exemplo, mas de agir, na prática, como ele agiu. A ênfase da distância entre nós e Jesus, portanto, acaba sendo uma desculpa para não obedecer tais mandamentos como este.

Jesus não é apenas um ideal. Ele é nosso modelo. Como seguidores, fazemos como ele fez. Se não, deixamos de ser seus discípulos.

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