Quando é melhor não ficar viajando

Provérbios 17.24: Melhor não viajar longe da sabedoria.

No mês passado, eu e a esposa viajamos bastante—todo fim de semana—para estar com amigos, ensinar o evangelho, edificar a igreja de Deus. Foi muito bom estar com pessoas amadas.

As pessoas gostam de viajar. Mas tem algo em que é melhor não ficar viajando: na sabedoria.

“O homem de discernimento mantém a sabedoria em vista, mas os olhos do tolo vagueiam até os confins da terra”
Provérbios 17.24

Algumas versões traduzem a primeira parte do verso no sentido de a pessoa inteligente ter a sabedoria como seu alvo (ARA, A21). Outra versão a verte enfatizando que os sensatos mantêm os olhos grudados na sabedoria. Outra versão simples diz: “O homem sábio está sempre pensando da melhor coisa para fazer” (ERV).

O discernimento é não perder de vista a sabedoria. Nem sempre isso é fácil, como por exemplo quando abatem sobre nós os problemas e grandes sofrimentos. E às vezes nem tão grandes assim. Nessas horas, a tendência é agir pela emoção, que raramente carrega com ela a sabedoria.

O contraste está no tolo. Seus olhos, isto é, sua atenção está sempre viajando, “a esmo”, diz a Bíblia CNBB. “O tolo não sabe o que quer”, traduz a NTLH. Ele “está sempre sonhando sobre lugares distantes” (ERV). O tolo “deixa sua mente vaguear por todo lugar” (NCV).

Quando se trata da sabedoria, portanto, não é bom ficar longe dela. O sábio “concentra todos os seus poderes para alcançar a sabedoria”, mas o tolo “persegue mil coisas diferentes que aparecem no seu caminho, mas perde a busca mais importante de todos” (J.E. Smith).

Fiquemos na casa da sabedoria.

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