Nada de espada

João 18.11: Jesus abraça a vontade do Pai para o sofrimento.

Jesus, porém, ordenou a Pedro: “Guarde a espada! Acaso não haverei de beber o cálice que o Pai me deu?” João 18.11

Jesus se entregou à oposição. Ele veio à terra a fim de dar a sua vida e sofrer na cruz. Não haveria defesa nem proteção, pois a sua hora tinha chegado. A espada não tinha, e nem hoje tem, momento no plano de Deus. A essa altura, Pedro não tinha entendido a natureza do Reino de Deus.

A palavra de Jesus para Pedro não era um pedido, mas sim uma ordem. O Senhor não permite que iniciativas humanas contrárias ao plano divino atrapalhem o cumprimento da vontade do Pai.

O cálice aqui representa o sofrimento de Jesus na cruz. Ele o aceitou de boa vontade. Ele tinha orado no Getsêmani para que passasse dele, pois expressava na sua oração o desgosto humano normal perante o sofrimento. Mas o que mais queria era fazer a vontade do Pai, desejo este que muito superava a sua reação normal.

Jesus não era causa de violência, mas alvo dela. Ele continua chamando seus seguidores a guardar a sua espada, isto é, a rejeitar o uso da violência como maneira de promover o Reino de Deus. Chama também para que nos submetamos à violência e à perseguição como meio de promover o Reino.

Quais sofrimentos o Senhor me chama a aceitar? Estou disposto a suportá-los?

Deus eterno, aceito o cálice que o Senhor tem para me dar. Que seja assim glorificado seu nome por meio do meu sofrimento.

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