O bom do conflito

O conflito traz benefícios e não deve ser evitado.

Saulo cega Bar-JesusQuando valorizamos a falta de confronto, pensando que ela representa a paz, deixamos de beneficiar-nos das consequências que o conflito traz. Fugimos das diferenças e assim somos privados do processo de ou resolver as divergências ou permitir que elas sirvam como ponto de separação e união.

Então Saulo, também conhecido como Paulo, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para Elimas e disse: —Filho do Diabo! Inimigo de tudo o que é bom! Homem mau e mentiroso! Por que é que você não pára de torcer o verdadeiro ensinamento do Senhor?
Atos 13.9-10 NTLH

Veja os positivos que saíram desse confronto que Paulo provocou com Elimas o falso profeta:

#1. Peneirou os fracos. João voltou logo após esse momento, que foi praticamente a primeira e única parada na primeira viagem missionária. É possível que ele não tivesse estômago para tais conflitos e sentiu — corretamente, no caso — que a viagem estaria repleta de tais batalhas espirituais.

#2. Permitiu a conversão do governador Sérgio Paulo. Esse conflito abriu espaço para que o governador pudesse considerar a mensagem do evangelho. De outra forma, Elimas o teria dominado e teria evitado que aceitasse a boa nova.

#3. Destacou quem era mais apto para o trabalho de pregação e evangelização. Antes desse momento, o grupo é conhecido como Barnabé e Saulo. Logo após, é chamado de “Paulo e seus companheiros”. Barnabé tinha o dom de encorajar e incentivar; Paulo, o de proclamar e debater.

Evitar os conflitos evidencia uma tendência até doentia de manter a paz a todo custo. Faz bem entrar no meio do conflito, para que seja resolvido ou para que as divergências permaneçam para separar os que precisam ser separados ou para unir os que precisam ser unidos.

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