Obediência da fé

A carta termina como começou, falando desse conceito.

ObediênciaNada mais apropriado numa carta que trata da essência da fé do que terminar com uma doxologia, uma exclamação de louvor, a qual é densa de conteúdo ainda e repleta de termos e frases chaves tratadas ao longo da obra:

Agora ao que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu Evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio durante os tempos eternos, mas manifestado agora e, por meio das Escrituras proféticas segundo o mandamento do Deus eterno, dado a conhecer a todas as nações para obediência da fé; ao Deus que só é sábio seja dada glória por Jesus Cristo pelos séculos dos séculos. Amém.
Romanos 16.25-27 TB

Paulo termina com uma frase que escreveu no início da carta, dando-nos uma noção do seu conteúdo: “a obediência da fé”.

No capítulo 3 a NVI traduz o termo grego por “obras” como “obediência” e assim confunde a mensagem da carta. Numa versão bíblica de outro modo confiável e recomendável, a NVI mostra o ponto cego dos evangélicos, que faz com que percam a natureza da resposta correta à mensagem, isto é, a obediência. Desde Martinho Lutero, agarram-se à doutrina da “fé somente”, afirmando que não se pode fazer nada para a salvação.

Na sua carta, Paulo insiste na necessidade da obediência para a salvação. Leia, por exemplo, 6.17-18. E nessa menção dupla da “obediência da fé”, ele declara o que espera provocar nos ouvintes quando prega o evangelho.

Esta também é a nossa mensagem.

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