Os trabalhos da igreja

Todos querem fazer os trabalhos da igreja. Ou será que querem?

Parece uma boa frase: “trabalhos da igreja”, mas muita gente a usa — quase sempre, homens — pelo que acontece no púlpito ou na frente da assembleia dos santos aos domingos.

Os homens (e agora, suponho, as mulheres, agora que a doutrina progressista tem invadido muitas congregações) reclamam que não estão sendo incluídos nos trabalhos da igreja.

A tradução desta reclamação significa que querem aparecer mais perante a congregação do que estão.

Mas eis o problema: “Trabalhos” (inclui nisso o termo “obras”) é nunca, pelo que me lembro, usado para o que se faz na assembleia. E “trabalhos da igreja” não é uma frase que ocorre no Novo Testamento. O mais perto aparece em Apocalipse 3.1, contexto no qual certamente não significa o que tantos querem dizer por ela.

“Os trabalhos da igreja” são o que acontecem na rua, no local do emprego, durante a semana, no asilo, no hospital.

Os trabalhos da igreja são a pregação do evangelho (ver, por exemplo, Atos 14.26; 16.38; 1 Coríntios 9.1), feitos não apenas atrás de um púlpito ou em cima do pódio, mas em salas de estar e salas de diretoria de empresas. Os trabalhos da igreja significam servir ao próximo que mora ao lado ou do outro lado da rua da nossa casa.

Com tal definição, ninguém impede que façamos os trabalhos da igreja. E sempre há mais trabalho do que há gente para trabalhar.

Mas cada um verifique sua própria obra, e então terá orgulho em si mesmo sozinho, e não em outros.
Gálatas 6.4 BLivre

Pai, me mostre o meu trabalho no dia-a-dia para que Cristo seja pregado e seu nome glorificado. Que eu trabalhe com humildade sem desejo de ser reconhecido. Amém.

Segue este pensamento: Meu trabalho para Deus é aqui e agora.

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