Diferente dos outros

Pois, quem torna você diferente de qualquer outra pessoa? O que você tem que Não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim Não fosse?
1 Corí­ntios 4.7

Cada um quer se distinguir dos demais. Quer mostrar a individualidade. Na religião, essa tendência se mostra por meio de idéias diversas oriíºndas das opiniíµes pessoais.

Paulo acaba de avisar para Não ultrapassar o que estava escrito por Deus. Mais que isso gera divisíµes. Os corí­ntios estavam inventando moda e se distinguindo das demais congregaçíµes.

Usando ironia, Paulo faz uma série de perguntas para mostrar o erro dos corí­ntios. Eles Não eram diferentes dos outros, nem deviam procurar ser diferentes. Tudo que tinham em Cristo receberam pela pregação do evangelho; Não a tinham inventado ou criado. Mostravam-se orgulhosos, como se eles fossem os donos do evangelho, passí­vel de ser modificado por eles.

Quem Não quer ficar apenas com a Bí­blia acaba se exaltando e criando doutrinas diversas. Sinal de que já passou dos limites.

Deleite-se

Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração.
Salmo 37.4

Muitos querem deleitar-se nas coisas materiais e nas bênçãos que o Senhor pode lhes dar. Assim vão nas igrejas e negociam e pechincham com Deus, até exigindo, por meio de suas ofertas e oraçíµes, que ele cumpra uma lista de reivindicaçíµes.

Deus oferece algo melhor do que ganhos materiais: ele próprio. Seu povo encontra seu prazer no relacionamento (comunhão) com ele.

Quando confiamos nele, face ao sucesso dos í­mpios (versos 1-3), os desejos de Deus se tornam nossos. Assim, como temos prazer nele, ele tem prazer em realizar os nossos desejos, pois estes são um reflexo do que ele deseja.

Deleitando-nos no Senhor, queremos que seja feita a vontade dele.

Sacrifí­cios que agradam

Salmo 51.17: Que tipo de coração agrada a Deus?

Os sacrifí­cios que agradam a Deus são um espí­rito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás”.
Salmo 51.17

Por todas as diferenças entre os dois Testamentos, Deus sempre queria a mesma coisa: um relacionamento com as pessoas, por meio de uma mudança de atitude e obediência.

O coração quebrantado não é “esmagado” ou apenas triste, como algumas versos colocam, mas, como traduz a Bí­blia na Linguagem de Hoje, “humilde e obediente”.

É o coração que percebe a dor que seu pecado causa para Deus.

É o coração despedaçado pela convicção de que seu próprio pecado custou a vida de Jesus.

É o coração determinado a obedecer a Deus em todas as coisas.

Que tipo de sacrifí­cio você está oferecendo a Deus?

Não poderão ser salvos

Atos 15.1: Tem gente que muda os termos da salvação.

Alguns homens desceram da Judéia para Antioquia e passaram a ensinar aos irmãos: “Se vocês não forem circuncidados conforme o costume ensinado por Moisés, não poderão ser salvos”.
Atos 15.1

Desde o iní­cio do evangelho de Cristo, falsos mestres têm mudado os termos da salvação.

Alguns acrescentam mais condições, outros as tiram, ainda outros trocam os mandamentos de Cristo por seus próprios.

Quando estes começaram a insistir na observação das leis de Moisés, foi considerado assunto tão importante que houve uma grande reunião em Jerusalém com toda a igreja.

Pois o que é necessário para a salvação é a questão mais importante de todas.

Se você não sabe com toda certeza o que Deus (e não nenhum homem) exige de você para ser salvo, você deve se apressar para descobri-lo. E fazê-lo.

Primeiro

Nós amamos porque ele nos amou primeiro.
1 João 4.19

Não é bí­blica a idéia de que o ser humano tem dentro de si boas qualidades e intençíµes e que é preciso apenas permitir que elas se exprimam.

Dentro de mim Não há nada de bom. Se existe alguma virtude, é porque tenho sido influenciado por Deus.

Com Deus está toda iniciativa do amor. Ele amou primeiro, mesmo quando éramos fracos, rebeldes, inimigos (ler Romanos 5).

Meu amor é apenas um reflexo, uma resposta, um apelo.

Quão puro, intenso, constante e brilhante, então, o amor de Deus!

Gritavam mais alto

“Por quê? Que crime ele cometeu?”, perguntou Pilatos. Mas eles gritavam ainda mais: “Crucifica-o!”
Mateus 27.23

Quando a emoção grita mais alto que a razão, as coisas vão andar mal.

Embora Pilatos se interessasse apenas na auto-preservação, ele tentou o diálogo com os judeus. Manipulada pelos lí­deres religiosos, a multidão Não queria conversar, apenas ação. Não importava que a crucificação que pedia condenaria um homem inocente.

Era plano de Deus que Jesus fosse crucificado, mas a grande injustiça cometida deixou todos responsáveis pelas atitudes demonstradas no dia.

Pois a paixão forte os dominou.

Qual emoção você sente hoje que está vencendo a razão?

Não sou eu

Eles ficaram tristes e, um por um, lhe disseram: “Com certeza Não sou eu!”
Marcos 14.19

Jesus anunciara que um dos Doze o trairia. A notí­cia os deixou tristes, e todos declararam que seriam fiéis ao Mestre.

Mas um traiu o Senhor.

Outro o negou.

E o resto fugiu.

Quem pode conhecer o próprio coração?

Nossas certezas estão na verdade do evangelho, na fidelidade de Deus de cumprir seus planos e promessas, no compromisso que Cristo manteve, na habitação do Espí­rito em nossa vida.

Mas confiar no próprio coração?

Justamente na hora em que penso que estou firme, preciso tomar cuidado para Não cair.

Justamente quando eu declaro de pés juntados, “Com certeza Não sou eu!”, devo considerar que está perto a possibilidade do meu tropeço.

Ordene e ensine

“Ordene e ensine estas coisas”.
1 Timóteo 4.11

Timóteo se acanhava perante os desafios do trabalho de Deus. Paulo o insta a não se intimidar. Em Cristo, a timidez cultiva os desvios e abre espaço para os falsos mestres.

O falar cristão comunica certezas e não dúvidas, mandamentos e não sugestões, verdades e não especulações.

O termo “ordenar” significa “dar uma ordem; ordenar, mandar” (Rusconi). Indica a natureza imperativa e indiscutí­vel do evangelho.

Por “estas coisas” Paulo quis dizer “as verdades da fé” e a “boa doutrina” que Timóteo tinha seguido, mencionadas no versí­culo 6.

Hoje, precisamos da mesma firmeza de insistir nas verdades da fé. A igreja falta quem ordene e ensine a boa doutrina que sempre temos seguido.

A timidez caminha para a confusão e o abandono do caminho de Cristo; somente a firmeza de ensinar a verdade conduzirá a igreja para a salvação eterna.

Aprovação

Ainda assim, muitos lí­deres dos judeus creram nele. Mas, por causa dos fariseus, Não confessavam a sua fé, com medo de serem expulsos da sinagoga; pois preferiam a aprovação dos homens do que a aprovação de Deus.
João 12.42-43

A opinião dos outros motiva muita gente. As pessoas fazem ou dexam de fazer porque temem a crí­tica ou a rejeição daqueles de quem querem a aprovação.

O desejo de agradar as pessoas também impede que se busca a aprovação de Deus pela confissão de Cristo. Confessá-lo significa assumir publicamente Jesus como Senhor e obedecer seus mandamentos.

De quem você quer mais a aprovação: de Deus ou dos homens?

Verdade presente

Por isso, sempre terei o cuidado de lembrar-lhes estas coisas, se bem que vocês já as sabem e estão solidamente firmados na verdade presente.
2 Pedro 1.12

Os cristãos têm a verdade bem presente, bem disponí­vel, sempre à  sua disposição. Não é algo difí­cil de acessar, nem impossí­vel de discernir, nem problemático para perceber.

O desafio quanto à  verdade não é de conhecer, mas sim de lembrar.

A verdade esquecida é igual à  verdade desconhecida. Pouco adianta conhecer a verdade sem lançar mão dela e vivê-la.

Você tem hoje a verdade bem presente. Deus nos comunica sua verdade. Está na Bí­blia tudo o que ele tem feito pelo ser humano por meio de Jesus.

Lembre-se esta verdade hoje.