Recipientes do cálice da salvação

Salmo 116.13: Tornemo-nos recipientes, o que impede que tomemos duas atitudes.

Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor.
Salmo 116.13 A21

Derek Kidner escreveu que tomar o cálice da salvação “sugere a dádiva de Deus ao homem” (Kidner 424). Isso, diz o autor, se torna o homem “recipiente” demonstrando “o próprio padrão do evangelho”.

De fato, Deus oferece a sua bondade, hoje, acima de tudo, na salvação por meio de seu Filho Jesus Cristo. É preciso que nos tornemos recipientes, o que impede que tomemos duas atitudes.

¶ FAZER NADA. Os universalistas creem na salvação de todas as pessoas, independente de suas decisões e escolhas da vida. Os calvinistas ensinam que a predestinação divina ja determinou quem será salvo e quem será perdido eternamente. Todos os outros insistem em algum tipo de resposta da parte do ser humano para receber a salvação. O importante é definir exatamente o que se deve fazer. A pergunta é feita no Novo Testamento e respondida de forma clara: fé e obediência (arrependimento e imersão na água).

¶ TENTAR GANHAR. Alguns pensam que conseguem merecer a salvação, em vez de recebê-la, por meio de obras de caridade, quantidade de orações, penitências ou pecados evitados. No Novo Testamento, muitos judeus convertidos a Cristo pensavam dessa forma e assim caíram da graça de Deus, Gálatas 5.4. A ideia de barganhar com Deus também surge da ideia de conseguir ganhar algo dele por esforço ou mérito próprio.

A salvação é gratuita, porém, condicional. Ela tem de ser recebida. A salvação está em Cristo. Ele tem de ser recebido, por meio da fé obediente, para tornar-se filho de Deus, João 1.12. A nossa fé, a nossa confissão (“invocarei”), a nossa decisão são essenciais.

Senhor, dou graças pela dádiva da salvação eterna e pela simplicidade do seu plano de recebê-la em Cristo Jesus.

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