Recuperamos das coisas

Ai de mim! Estou ferido!
O meu ferimento é incurável!
Apesar disso eu dizia:
Esta é a minha enfermidade
e tenho que suportá-la.
Jeremias 10.19

O neolandês Frank Boreham escreveu: “Recuperamo-nos das coisas. É a característica mais impressionante que possuímos. Guerra ou praga, seca ou fome, fogo ou enchente, não importa. Por mais devastadora a catástrofe, por mais assustadora a matança, por mais completo o eclipse, superamos as nossas tristezas e encontramo-nos ainda sorrindo depois de passada a tempestade”.

E de fato o fazemos. Pelo menos, a maioria de nós, na maioria das vezes.

Mas têm os que morrem de coração partido. Os que decidem optar pelo suicídio, porque não conseguem imaginar sua recuperação. Há os que coçam suas feridas, alimentam seus medos, remoem as ofensas num loop interminável.

O cristão sabe onde depositar suas tristezas e dores. Ao pé da Cruz. O Senhor, que conhece o maior sofrimento de todos, também transforma nossas provações e tribulações em matéria redentora para o reino.

Assim, não apenas nos recuperamos das coisas, mas mais do que isso, as juntamos e as carregamos como dons divinos para o serviço da compaixão.

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