Se eu gosto, Deus deve gostar também

Quem pode ler a mente de Deus?

Jeffrey John, um religioso anglicano, diz estar em favor do casamento de homossexuais, e acrescenta: “Tenho certeza de que Deus também está a favor”. Tal afirmação parece como o que dizem alguns dos meus irmãos e muita gente religiosa: Eu gosto de instrumentos de música na adoração (ou preenche com outra preferência religiosa qualquer), então, Deus também tem de gostar. O que me agrada também agrada a Deus.

Há tantas coisas erradas com tais pensamentos, é difícil saber por onde começar.

Primeiro, quem pensa assim trata Deus como um reflexo, não de apenas um ser humano, mas de uma única pessoa, o eu. É profundamente errada a lógica que Deus deve pensar como eu, gostar das coisas de que eu gosto. As passagens de Jeremias 17.9 e Isaías 55.8-9 devem ter acabado com tais ideias, mas parece haver bastante gente ignorante da história sagrada e fadada a repeti-la.

Segundo, quem pensa assim coloca suas próprias paixões e desejos no lugar de Deus e, ainda, lhes dá o nome de deus. Fica no mesmo nível da prostituição sagrada das religiões idólatras da antiguidade ou, mais perto de nós por alguns séculos, as Cruzadas da Igreja Católica.

Tudo isso é feito do mesmo pano. A vontade própria. O reinado da paixão. Os que vivem sob ela não conhecem a Deus e não pertencem a Cristo.

“Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos” (Gálatas 5.24 NVI).

Pai santo, que o pecado não tenha mais vez comigo, mas sim a sua vontade.

Segure este pensamento: Quem é dominado pela paixão não pode agradar ao Senhor.

 

2 pensamentos em “Se eu gosto, Deus deve gostar também”

  1. É por isso que hoje em dia tem o “evangelho self service”, onde as pessoas podem encontrar uma “igreja” (grupo) a qual se identifica – conforme seu gosto pessoal -, e se deliciar com os “delícias” e “manjares” oferecidos. Tem “igreja” pra todo mundo e pra todos os gostos; o único “trabalho” é encontrar uma que sirva aos desejos pessoais e se encaixe na forma de pensar e agir e viver. Longe disso, os discípulos de Cristo (At 11:26c; Ap 14:4) procuram agradar somente a Deus, amando-o mais do que a própria vida, servindo e obedecendo a sua soberana e única vontade. “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1:10).

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