Sinto-me realizado com a realização de Deus

Deus cumpre a promessa, nós queremos voar.

Ir para o céuQuando alguém cumpre uma promessa que nos fez, a satisfação é enorme. O Espírito fez uma promessa a Simeão, homem bom e piedoso, de que veria o Messias. Chega o dia da promessa:

Quando os pais levaram o menino Jesus ao Templo para fazer o que a Lei manda, Simeão pegou o menino no colo e louvou a Deus. Ele disse: —Agora, Senhor, cumpriste a promessa que fizeste e já podes deixar este teu servo partir em paz.
Lucas 2.27b-29 NTLH

Tudo indica que Simeão era idoso, embora o texto não declare o fato. E Simeão não chegou a ver a redenção de Israel. Mas viu o menino que, mais tarde como adulto, traria a salvação. Demoraria ainda mais de 30 anos, quase uma geração.

Só de ver o menino Jesus, porém, e de perceber que Deus estava colocando em ação o projeto por tanto tempo esperado pela nação de Israel, já era para Simeão mais do que suficiente, tanto que se sentia realizado e pronto para passar desta vida e adentrar a eternidade.

Esta sua prontidão marca o coração de cada cristão. Temos sim o nosso serviço no reino. Esperamos ainda fazer muitas conquistas espirituais. Não deixamos de fazer planos cuja estampa diz: “Se o Senhor quiser”. Sentimo-nos ainda impulsionados pela Grande Comissão.

Contudo, como Simeão, vimos a promessa divina se cumprir em Jesus e na sua crucificação. Vimos o sangue de Jesus aplicado às nossas almas no dia da nossa imersão em Cristo e a cada dia desde a nossa conversão. Sentimos a transformação da nossa vida, tornando-nos a cada dia mais como o nosso Mestre.

E como Simeão, ficamos impressos com a paz de Deus, com a satisfação da virada da história humana manifesta em nós. Recebemos dele a bem-aventurança que virou de ponta cabeça os valores do mundo, trazendo-nos a plenitude divina.

E ainda como Simeão, nós, idosos e jovens, homens e mulheres, ricos e pobres, vivemos na prontidão de ir embora para estar com Deus. A cada dia vamos, sim, trabalhar por ele, mas depositada no coração é a oração do maranata, o desejo de voar longe daqui, o sorriso que deixa escapar da boca este louvor a Deus: “já podes deixar este teu servo partir em paz”.

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