Amor próprio

Eu me amo, não me amo.

O amor próprio é um dos grandes valores da sociedade pagã em que vivemos. Sua essência está em satisfazer os próprios desejos e impulsos, às custas do bem alheio. Supostamente, quem ama a sua vida procura o melhor. Cristãos citam mal o segundo maior mandamento como evidência desse valor emprestado e sanitizado.

Agora, existe sim alguma evidência do amor próprio na Bíblia:

Quem procura ter sabedoria ama a sua vida, e quem age com inteligência encontra a felicidade.
Provérbios 19.8 NTLH

A sabedoria consiste no temor a Deus. “Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o Senhor” (Provérbios 1.7a). O amor próprio, portanto, tira a pessoa do foco para colocar o Senhor no centro das atenções. Quem faz este movimento está dando o verdadeiro valor a sua vida no plano de Deus e fazendo o melhor para si mesmo.

O amor próprio, então, consiste em esquecer de si mesmo. Isso, sim, é inteligência que produz felicidade.

 

Egoí­stas

Saiba disto: nos últimos tempos sobrevirão tempos terrí­veis. Os homens serão egoí­stas, …
2 Timóteo 3.1-2a

Normalmente, não associamos “tempos terrí­veis” com o egoí­smo. Para o mundo, o egoí­smo é algo que todos temos. Até dizem que temos que zelar pelo “número um”, isto é, pelo nosso próprio interesse.

O termo “egoí­stas” acima encabeça uma longa lista de pecados, pois quem ama a si próprio (o significado literal do termo) comete todo tipo de transgressão.

Destes, o cristão deve ficar longe (verso 5). E deve saber que o amor próprio nada tem a ver com sua vida em Cristo.