Sem ter onde deitar a cabeça

Para seguir Jesus, deixe o travesseiro.

Jesus quer ouvir palavras que assumem o compromisso de ser seu seguidor, e entendem o custo deste compromisso. Palavras só não resolvem, da mesma forma que ações por si só tampouco resolvem.

E aconteceu que, enquanto eles iam pelo caminho, alguém lhe disse: Senhor, para onde quer que tu fores, eu te seguirei.
E Jesus lhe disse: As raposas têm tocas, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde deitar a cabeça.
Lucas 9.57-58 BLivre

Se vamos seguir Jesus, esqueçamos do nosso conforto, deixemos de preocupar-nos com a tranquilidade física, pensemos bem nos sacrifícios que ele nos chama a fazer.

Vamos seguir o Mestre calculando o custo, para esquecê-lo em seguida.

Afinal, caminhar com ele é a cume da bênção.

Difícil encontrar um para carregar a cruz

Possível achar um sequer?

Durante seu ministério, Jesus encontrava homens para chamá-los como discípulos. Na parábola do banquete, os servos foram enviados para sairem nas ruas e convidarem “para a festa todas as pessoas que encontrarem” (Mateus 22.9, 10 VFL).

Jesus também, logo antes da sua morte, contou a parábola do servo bom e do servo mal, pronunciando uma bênção: “Feliz o servo a quem seu senhor encontrar fazendo assim quando voltar” (Mateus 24.46  NVI).

Mas quando veio a hora de carregar a cruz de Jesus, ninguém entre seus seguidores é encontrado.

Quando estavam saindo, os soldados encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.
Mateus 27:32 NTLH

Onde estavam Pedro, João, Tiago e os outros? Tinham fugido, abandonaram seu Senhor, e os soldados têm de encontrar e obrigar um estranho para carregá-la.

Onde estão hoje os discípulos para carregar a cruz de Jesus? Não um pedaço de pau ao longo da estrada, mas os sofrimentos do serviço, os rigores da obra, os temores pelas igrejas, as perseguições pelo evangelho. Quem carregará estes?

Será que ele encontra um? Ele poderá encontrar você?

Eu te seguirei

Falar é fácil, seguir exige compromisso.

DiscipuladoO Acampamento Monte das Oliveiras, como muitos acampamentos cristãos para jovens, prima no ensino do evangelho às crianças e adolescentes. Mas precisa haver cuidado: às vezes um jovem se entusiasma com o ambiente e quer se batizar, sem considerar o custo de seguir Jesus depois de chegar em casa.

Então, um mestre da lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei por onde quer que fores”.
Mateus 8.19 NVI

Deve ser proposital que, antes e depois desta narrativa do mestre da lei, Mateus registra três momentos das curas de Jesus. Parece que o mestre da lei se entusiasma com o poder de Jesus para trazer mudanças efetivas na vida das pessoas.

Talvez Mateus quer dizer que uma coisa é receber de Cristo uma cura, outra é entregar-lhe a vida.

Poderia tomar a resposta do Senhor ao homem como balde de água fria. Ele não o recebe de braços abertos.

Tome Pedro como exemplo. Tudo bem, Jesus vem morar na casa de Pedro e cura a sua sogra, mas sua casa fica cercada por multidões procurando curas (versos 14-16).

Ser seguidor significa colocar-se à disposição do Senhor, ser servo como Cristo serviu. É mais do que apenas clicar “Curtir”.

Já considerou o custo, agora que quer segui-lo, depois de resolver se batizar?

O trabalhador de uma só ferramenta

Problema único e solução única!

problema pecadoO martelo de unha tem um uso singular: bater o prego. O psicólogo americano, Abraham Maslow, disse que se você tem só um martelo, todo problema parece um prego. Esta é, no bom sentido, exatamente a situação do cristão.

Jesus lhe disse: “Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus”.
Lucas 9.60 NVI

Jesus não quer voluntários que oferecem seus serviços (versos 57-58). Ele não aceita pessoas de compromisso dividido (versos 61-62). Tampouco permite entrar no serviço gente que não enxerga o verdadeiro serviço do Reino, o de proclamação (versos 59-60).

Pois a tarefa de Jesus é singular: proclamar o reino de Deus. O problema é único: o pecado. E o cristão tem uma única ferramenta na sua caixa, o evangelho. Pois esta, e nenhuma outra, resolve.

 

Seguiu, morreu

Como os dois criminosos caminharam e morreram com Jesus, quem o segue também morre com ele. Lc 23.32

E levavam também com ele dois criminosos, para serem mortos.
Lucas 23.32, A21

seguir Jesus significa morrer com eleQuem caminha com Jesus morre com ele. Foi o que aconteceu com os dois criminosos. Caminharam com ele até a Caveira e lá morreram com ele.

Este é o fato básico do discipulado, do seguimento de Jesus. Quando Jesus chama as pessoas para o seguirem, para carregarem a cruz, significa a morte.

A morte para si mesmo. A morte para o mundo. A morte para o pecado.

E significa a ressurreição para a vida, para viver para Deus, para servir os interesses do seu reino.

Você está disposto para tanto? Sigamo-no!

 

Siga-me (Mateus 9.9)

Texto: Mateus 9.9-13

Memorize: “Saindo, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: ‘Siga-me’. Mateus levantou-se e o seguiu”. Mateus 9.9

Jesus fez discípulos olhando as pessoas nos olhos e chamando-as a um relacionamento radical, o qual significava abnegação e abandono, a fim de segui-lo. Na estrada e na casa, Jesus buscou as pessoas que sentiam necessidade, e lhes mostrou a cura para sua doença verdadeira. Continue lendo “Siga-me (Mateus 9.9)”

Terceira vez

Eles estavam subindo para Jerusalém, e Jesus ia à frente. Os discípulos estavam admirados, enquanto os que o seguiam estavam com medo. Novamente ele chamou à parte os Doze e lhes disse o que haveria de lhe acontecer.
Marcos 10.32 NVI

O terceiro anúncio no evangelho de Marcos é colocado entre a história do jovem rico (10.17-31) e o pedido de Tiago e João de receberem os lugares ao lado do Mestre (10.35-45). Continue lendo “Terceira vez”

Natanael, de Caná da Galiléia

No terceiro dia houve um casamento em Caná da Galiléia.
João 2.1a

No relato de João, Jesus tinha acabado de conversar com Natanael, que se tornou seguidor do Senhor. A história da transformação de água em vinho segue imediatamente a conversa de Jesus com o cético que duvidou que alguma coisa boa podia sair de Nazaré.

Caná a CafarnaumSomente no final do evangelho é mencionado que Natanael era de Caná da Galiléia (21.2), onde ocorreu o primeiro milagre de Jesus. Caná distava uns 12-13 km de Nazaré e ele devia conhecer bem a cidade vizinha.

Duas conclusões.

Sem o uso duma concordância bíblica, dificilmente iríamos associar Natanael com o milagre na cidade de Caná (a não ser que tenhamos memória excepcional). A leitura superficial perde a riqueza espiritual que as Escrituras nos oferecem.

Segundo, pela colocação das duas histórias, é difícil não ver alguma conexão entre Natanael e o milagre na sua cidade.

No mínimo, esse homem íntegro começa a ver as “coisas maiores” que o Senhor lhe prometeu. Na sua própria cidade.