O “se” impossível

Por esse veículo, nunca chegaremos lá.

Qual é o veículo que pode nos levar a Deus? Essa é a grande questão para o ser humano. Para sermos aceitos por Deus, a dependência de obras, como aquelas praticadas por meio da lei de Moisés, é incapaz de nos ganhar a sua aprovação.

Pois, se tivesse sido dada uma lei que pudesse conceder vida, certamente a justiça viria da lei.
Gálatas 3.21b NVI

Se por nossa conduta apenas é possível ser aprovados por Deus, então Cristo não precisava vir ao mundo.

Mas isso é “impossível” para quem segue a lei, Romanos 8.3.

Então precisamos do sacrifício de Cristo, cujos benefícios encontramos na imersão, Romanos 6.1-4. Para isso, é necessário obedecê-lo.

Você tem a vida que vem, não por lei, mas por Cristo?

Deus Senhor, mostre-nos o caminho por meio do Justo, seu Filho Jesus Cristo.

Segure essa ideia: Nem a lei de Moisés não resolvia para o povo, então muito menos o nosso próprio conceito do que é correto. Somente Cristo é a solução.

Nenhuma origem humana

Se não veio do homem o evangelho, não dá para mexer.

Ontem, seguindo nosso plano anual, lemos Mateus 28. Os fatos da ressurreição foram relatados claramente. Temos enfatizado frequentemente que o evangelho contém fatos para serem cridos, promessas para serem recebidas e mandamentos para serem obedecidos. E isso é correto. Estes fatos têm entre si uma relação, compondo a história da salvação, o plano divino da redenção. Então, quando alguém modifica ou desafia os fatos, não podemos ignorá-lo. Por isso é que Paulo começa sua carta aos Gálatas com uma condenação dupla.

Meus irmãos, eu afirmo a vocês que o evangelho que eu anuncio não é uma invenção humana.
Gálatas 1.11 NTLH

Se o evangelho fosse mito ou lenda, não haveria motivo para se perturbar perante uma modificação. Mas somente o evangelho é verdadeira. O que ele afirma ocorrer realmente aconteceu.

Então, temos de ficar com os fatos, contar corretamente a história, ensinar e observar todos os mandamentos de Cristo (como lemos em Mateus 28.20), e apegar-nos às promessas preciosas da vida eterna e da alegria perene.

Deus verdadeiro e abençoado, que a história de Jesus nos seja cada vez mais preciosa, e os detalhes do seu tempo entre nós sempre nos nossos lábios e dominando o nosso coração.

Segure este pensamento: O evangelho não veio do homem, e não será ele quem concederá o prêmio.

Se eu gosto, Deus deve gostar também

Quem pode ler a mente de Deus?

Jeffrey John, um religioso anglicano, diz estar em favor do casamento de homossexuais, e acrescenta: “Tenho certeza de que Deus também está a favor”. Tal afirmação parece como o que dizem alguns dos meus irmãos e muita gente religiosa: Eu gosto de instrumentos de música na adoração (ou preenche com outra preferência religiosa qualquer), então, Deus também tem de gostar. O que me agrada também agrada a Deus.

Há tantas coisas erradas com tais pensamentos, é difícil saber por onde começar.

Primeiro, quem pensa assim trata Deus como um reflexo, não de apenas um ser humano, mas de uma única pessoa, o eu. É profundamente errada a lógica que Deus deve pensar como eu, gostar das coisas de que eu gosto. As passagens de Jeremias 17.9 e Isaías 55.8-9 devem ter acabado com tais ideias, mas parece haver bastante gente ignorante da história sagrada e fadada a repeti-la.

Segundo, quem pensa assim coloca suas próprias paixões e desejos no lugar de Deus e, ainda, lhes dá o nome de deus. Fica no mesmo nível da prostituição sagrada das religiões idólatras da antiguidade ou, mais perto de nós por alguns séculos, as Cruzadas da Igreja Católica.

Tudo isso é feito do mesmo pano. A vontade própria. O reinado da paixão. Os que vivem sob ela não conhecem a Deus e não pertencem a Cristo.

“Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos” (Gálatas 5.24 NVI).

Pai santo, que o pecado não tenha mais vez comigo, mas sim a sua vontade.

Segure este pensamento: Quem é dominado pela paixão não pode agradar ao Senhor.

 

Os trabalhos da igreja

Todos querem fazer os trabalhos da igreja. Ou será que querem?

Parece uma boa frase: “trabalhos da igreja”, mas muita gente a usa — quase sempre, homens — pelo que acontece no púlpito ou na frente da assembleia dos santos aos domingos.

Os homens (e agora, suponho, as mulheres, agora que a doutrina progressista tem invadido muitas congregações) reclamam que não estão sendo incluídos nos trabalhos da igreja.

A tradução desta reclamação significa que querem aparecer mais perante a congregação do que estão.

Mas eis o problema: “Trabalhos” (inclui nisso o termo “obras”) é nunca, pelo que me lembro, usado para o que se faz na assembleia. E “trabalhos da igreja” não é uma frase que ocorre no Novo Testamento. O mais perto aparece em Apocalipse 3.1, contexto no qual certamente não significa o que tantos querem dizer por ela.

“Os trabalhos da igreja” são o que acontecem na rua, no local do emprego, durante a semana, no asilo, no hospital.

Os trabalhos da igreja são a pregação do evangelho (ver, por exemplo, Atos 14.26; 16.38; 1 Coríntios 9.1), feitos não apenas atrás de um púlpito ou em cima do pódio, mas em salas de estar e salas de diretoria de empresas. Os trabalhos da igreja significam servir ao próximo que mora ao lado ou do outro lado da rua da nossa casa.

Com tal definição, ninguém impede que façamos os trabalhos da igreja. E sempre há mais trabalho do que há gente para trabalhar.

Mas cada um verifique sua própria obra, e então terá orgulho em si mesmo sozinho, e não em outros.
Gálatas 6.4 BLivre

Pai, me mostre o meu trabalho no dia-a-dia para que Cristo seja pregado e seu nome glorificado. Que eu trabalhe com humildade sem desejo de ser reconhecido. Amém.

Segue este pensamento: Meu trabalho para Deus é aqui e agora.

Sempre existe o ‘mas’

Deus quer mais do que crença; ele quer fruto!

A pessoas cuja religião tinha virado um exercício de perfeccionismo e, portanto, uma competição com os outros (o que sempre gera conflitos e brigas), Paulo mostra o exercício do Espírito Santo na vida do cristão.

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.
Gálatas 5.22-23 NVI

A lei proíbe, mas não pode produzir.

As obras da carne são óbvias, mas o fruto do Espírito não grita nas praças.

As obras da carne são várias, mas o fruto do Espírito é uma só.

O fruto do Espírito é produzido no meio das obras da carne, não num vácuo ou longe do mundo. Por isso, sempre existe o “mas”.

O fruto do Espírito é recebido de Deus (amor, alegria, paz), transforma o tratamento ao próximo (paciência, amabilidade, bondade) e atinge a própria pessoa (fidelidade, mansidão, domínio próprio).

O fruto do Espírito serve para tudo e todos, a toda hora!

Por lhes dizer a verdade

A verdade é amiga da amizade.

Os do mundo acham a verdade dura demais para ser contada para os outros. Então, omitem dizer ao moribundo, por exemplo, que está com pouco tempo de vida. Privam a pessoa de aproveitar-se dos seus últimos dias na terra e preparar-se para a eternidade.

Tornei-me inimigo de vocês por lhes dizer a verdade?
Gálatas 4.16 NVI

Dizer a verdade para quem precisa ouvir é ser amigo. Paulo via os gálatas abandonando o evangelho e perdendo a salvação. Tinha que falar-lhes a verdadeira situação, para não acontecerem coisa pior a eles, a perda da graça.

Ignorar a verdade nunca contribui para uma solução.

Quem ama, avisa.

Eu me recuso a rejeitar a graça de Deus

Se eu sou bom, por que preciso de Cristo?

Temos duas opções: ou provamos a Deus a nossa própria bondade, ou aceitamos a graça de Deus por meio da fidelidade de Cristo. A bondade própria é uma ficção adotada por muitos.

Eu me recuso a rejeitar a graça de Deus. Pois, se é por meio da lei que as pessoas são aceitas por Deus, então a morte de Cristo não adiantou nada!
Gálatas 2.21 NTLH

A briga que Paulo compra na carta aos Gálatas é esta. Gente queria usar a Lei de Moisés como meio de estabelecer a justiça própria. Pela lei diziam poder ser corretos perante Deus. Insistiam com os cristãos que o caminho para chegar a Deus fosse pela lei, porque tornaram a lei num sistema de obras de mérito.

Paulo nega categoricamente esta possibilidade. Tal ficção nega a necessidade da morte de Cristo.

Talvez poucos usem a Lei de Moisés hoje, mas usam outros sistemas de obras de mérito para se declararem bons e para se recomendarem a Deus. Por isso, a carta aos Gálatas continua atual, mais ainda hoje, se isso é possível.

Pois uma das maiores barreiras ao evangelho é o pensamento que a bondade própria descarta a necessidade do sangue purificador de Cristo.

Desviando depressa

Por que Deus sabe, mas nunca é boa esta mudança.

O mundo traz mudanças cada vez mais rápidas. Com os meios de comunicação dos quais nos dispomos hoje, ficamos sabendo e muitas vezes adotamos mudanças em questão de dias ou até mesmo horas. E nem todas as mudanças são boas. Frequentemente, são impensadas, ao seguirmos a onda da última moda.

Antigamente, também, havia mudanças rápidas e negativas.

Estou admirado de que estejam se desviando tão depressa daquele que os chamou pela graça de Cristo para seguirem outro evangelho.
Gálatas 1.6 BND

Pedro descobriu como se pode mudar rapidamente, um minuto andando em cima das águas, para logo estar afundando na tempestade; ou, afirmando de pés juntados a lealdade a Jesus, para negá-lo somente horas depois.

Pessoas que ontem estavam fiéis ao evangelho de Cristo hoje estão seguindo outro ensinamento. Os motivos Deus sabe, mas não há dúvida de que têm mudado e isso depressa, para seguirem a última onda de oba-oba.

Paulo procura chamar as pessoas de volta ao evangelho. Façamos o mesmo, para que, de alguma forma, salvemos alguns. Pois esta mudança, depressa ou devagar, nunca é boa.

 

 

Abandonando Deus

Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho.
Gálatas 1.6

Os gálatas estavam sendo induzidos a aceitar a lei de Moisés como elemento essencial ao evangelho. Com essa mudança da graça de Deus para o desempenho humano, eles estavam não apenas trocando um “evangelho” por outro, mas estavam abandonando o próprio Deus. Continue lendo “Abandonando Deus”

Ele creu

Considerem o exemplo de Abraão: “Ele creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça”.
Gálatas 3.6

Parece fácil, não é? Creu e pimba! Deus o aceitou. Nada de obras para tentar ganhar a aprovação divina.

Quem conhece a história de Abraão sabe que não é bem assim.

Quando Deus o chamou, o patriarca tinha que deixar sua pátria e sua famí­lia para sair para um local desconhecido.

Quando o Senhor prometeu um filho, ele tinha que ficar décadas soprando as faí­scas da sua confiança.

Quando o Soberano o exigiu que oferecesse seu filho da promessa e matá-lo num altar, Abraão não hesitou, mas obedeceu. Cegamente.

Deus não aceita a quem, apesar de crer que ele existe, não acredita que ele recompensa quem o busca (ler Hebreus 11.6).

Uma fé qualquer não resolve.

Tem que ser a fé de Abraão.

É essa que você tem?

(A seguir, leia uma reflexão por trás da meditação.)
Continue lendo “Ele creu”