A graça de Deus em toda a sua verdade

Colossenses 1.6: Existe a graça de Deus porque existe toda a verdade de Deus.

Por todo o mundo este evangelho vai frutificando e crescendo, como também ocorre entre vocês, desde o dia em que o ouviram e entenderam a graça de Deus em toda a sua verdade.
Colossenses 1.6

O evangelho trata de Jesus. É conteúdo e comunicação, o poder de Deus para a salvação, “palavra da verdade” v. 5. Como comunicação, a Boa Nova tem de ser ouvida e compreendida. Qualquer um pode comunicá-la. Os colossenses o aprenderam de Epafras, v. 7. Não é preciso ser apóstolo para transmiti-la. Continue lendo “A graça de Deus em toda a sua verdade”

Verdadeira graça

1 Pedro 5.12: Na verdadeira, sofremos como cristãos por causa da verdade.

As pessoas querem as coisas de maneira fácil. A palavra graça já adquiriu significado do que é livre de obrigação e provação. Quando se ouve falar da graça de Deus, devemos ter certeza de que é aquela que Deus oferece e não uma versão light e falsa. Continue lendo “Verdadeira graça”

Deus escolheu seu dom para transmitir sua graça

1 Pedro 4.10: Não prive outros da graça de Deus.

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Ninguém tem desculpa para não servir no reino de Deus. Ninguém pode dizer que não tenha o que fazer, nem as condições de fazê-lo. Não é questão de ter ou não alguma capacidade espiritual. Todos temos porque todos recebemos de Deus. Se somos filhos de Deus, somos servos capacitados.

Deus deu a cada um de vocês algumas capacidades especiais; estejam certos de que as estão utilizando para se ajudarem mutuamente, transmitindo aos outros as muitas formas da graça de Deus.
1 Pedro 4.10 NBV

Podemos negligenciar o que Deus nos deu. Podemos esconder, como fez o homem de um só talento, o nosso dom. Podemos recusar a servir aos outros com nossas capacidades. Podemos ser egoístas e usar de forma errada os nossos talentos. Podemos ter inveja das capacidades dos outros e desprezar as nossas. Podemos pensar que ninguém respeite, elogie ou aprecie as nossas capacidades.

Mas não podemos dizer que não temos condições.

Pedro qualifica as nossas capacidades como meios pelos quais Deus escolheu para transmitir aos outros a sua graça. Se nós deixarmos de usá-las, outros serão privados da graça de Deus.

É isso mesmo que você quer fazer?

Nenhum crédito pelo conhecimento ou obediência

Mateus 16.17: Nenhum ponto extra pela obediência!

Pedro não tinha nenhuma razão para se gabar do seu conhecimento de Cristo, como o primeiro a responder corretamente. Ele não o descobriu sozinho.

Respondeu Jesus: “Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus.”
Mateus 16.17 NVI

Mesmo ouvir o evangelho de Cristo é uma dádiva de Deus, pois vem por revelação divina.

É neste sentido o tweet de hoje: “A certeza que se sente no evangelho não gera orgulho, mas sim humildade. É produzida pela revelação de Deus, não pela pesquisa do crente”. (A Bíblia pode até chamar o arrependimento de algo que Deus concede, Atos 11.18).

Nada disso diminui a nossa responsabilidade. Mas se Deus não falasse, não poderíamos ouvir. Se não houvesse nenhuma revelação da mente de Deus, não poderíamos confessar a verdade de Cristo. Se não houvesse nenhuma santidade divina para ser vista e nenhum mandamento para obedecer, o arrependimento seria impossível.

Então, a responsabilidade continua nossa, mas não há nenhum crédito aplicado pela nossa resposta.

É verdadeiramente o evangelho da graça de Deus.

 

Gente pequena

Deus pode muito com os pequeninos.

Chamamos as palavras de retóricas, pois ninguém de sã mente diria uma coisa dessa. Alguém com o discernimento e o realismo do grande apóstolo Paulo certamente não o diria com seriedade, mesmo chateado consigo mesmo pelo seu passado pré-cristão. Mas não descontemos tão facilmente suas palavras.

De fato, eu sou o menos importante dos apóstolos e até nem mereço ser chamado de apóstolo, pois persegui a Igreja de Deus. Mas pela graça de Deus sou o que sou, e a graça que ele me deu não ficou sem resultados. Pelo contrário, eu tenho trabalhado muito mais do que todos os outros apóstolos. No entanto não sou eu quem tem feito isso, e sim a graça de Deus que está comigo.
1 Corinthians 15.9-10 NTLH

O menos importante dos apóstolos. Ele tinha sido indigno, mas agora ele escreve às igrejas sobre a necessidade de viver de modo digno do evangelho. Então, como pode ele dizer tal coisa?

Devemos levar a sério suas palavras. Somente assim poderia ele dizer, e podemos nós apreciar, sua afirmação que tinha trabalhando, pela graça de Deus, mais do que todos os outros apóstolos.

Quando sabemos o quanto somos indignos, podemos apreciar o quanto Deus pode usar a nossa vida.

Deus cheio de graça, mostre-me a minha pequenez até o dia de hoje, para que eu possa experimentar a sua grandeza trabalhando em mim.

Segue este pensamento: A graça pode muito naqueles que sabem quão pequenos são.[subscribe2]

Eu me recuso a rejeitar a graça de Deus

Se eu sou bom, por que preciso de Cristo?

Temos duas opções: ou provamos a Deus a nossa própria bondade, ou aceitamos a graça de Deus por meio da fidelidade de Cristo. A bondade própria é uma ficção adotada por muitos.

Eu me recuso a rejeitar a graça de Deus. Pois, se é por meio da lei que as pessoas são aceitas por Deus, então a morte de Cristo não adiantou nada!
Gálatas 2.21 NTLH

A briga que Paulo compra na carta aos Gálatas é esta. Gente queria usar a Lei de Moisés como meio de estabelecer a justiça própria. Pela lei diziam poder ser corretos perante Deus. Insistiam com os cristãos que o caminho para chegar a Deus fosse pela lei, porque tornaram a lei num sistema de obras de mérito.

Paulo nega categoricamente esta possibilidade. Tal ficção nega a necessidade da morte de Cristo.

Talvez poucos usem a Lei de Moisés hoje, mas usam outros sistemas de obras de mérito para se declararem bons e para se recomendarem a Deus. Por isso, a carta aos Gálatas continua atual, mais ainda hoje, se isso é possível.

Pois uma das maiores barreiras ao evangelho é o pensamento que a bondade própria descarta a necessidade do sangue purificador de Cristo.

Que delícia essa morte!

Uma morte que significa liberdade!

Morte de CristoO assassino sabia que só podia casar-se novamente no caso da morte da esposa. Então, resolveu matá-la, para ter a liberdade de segundo casamento. Sua teologia estava correta, mas sua conclusão faltava muito. Paulo tem tanto a teologia certa como a conclusão correta.

Assim, meus irmãos, vocês também morreram para a lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que venhamos a dar fruto para Deus.
Romanos 7.4 NVI

Viver para a lei significa provar a própria bondade pela observação perfeita da lei. Impossível isso. O resultado disso é que a lei somente tem o poder de acusar e condenar.

Quando morremos para a lei, ficamos livres desse projeto impossível. Paulo usa a figura do casamento, no qual a morte separa os cônjuges. Pela nossa morte para a lei, ficamos livres e chegamos a pertencer a Cristo, que traz o perdão e a santidade necessária para a presença de Deus. E produz fruto para Deus, nossa santificação.

Esta liberdade da lei e o pertencer a “outro”, Jesus Cristo, por meio do seu corpo (crucificado e ressurreto) faz com que essa morte seja uma delícia, pois ela nos traz até a presença de Deus.

Conclusões absurdas entre nós

Pecar mais quer dizer mais perdão? Nem de longe!

Graça de DeusDizem que o amor é cego. Talvez melhor dizer que o amor ignora os desafios e dificuldades de um relacionamento com o sexo oposto. Uma linha de pensamento que ignora evidências chegará a conclusões erradas que conduzirão a grandes decepções.

Alguns pensam na graça de Deus como outros consideram o amor, o resolve-tudo:

Que havemos de concluir? Que vamos permanecer no pecado, para que aumente a graça? De maneira nenhuma! Como iríamos nós, que morremos para o pecado, viver ainda nele?
Romans 6.1-2 BSC

Paulo quer evitar que alguém pense que pecar mais signifique mais graça. Vamos transgredir a lei de Deus para que ele tenha oportunidade de exercer mais perdão? Essa lógica não procede, especialmente à luz de nosso batismo, no qual morremos para o pecado. (Leia os versos em seguida.)

Morrer para o pecado significa ficar separado dele e não ter mais relação com ele. Desta forma, viver pecando não faz sentido.

O ensino do evangelho e a experiência do cristão (neste caso, a imersão) sempre confirmam a verdade e expõe a falsa doutrina que abre a porta para o pecado.

Mas é necessário pensar um pouco, ao invés de proclamar a graça, como fazem hoje os assim chamados progressistas, como a cobertura para a libertinagem e capa para a imoralidade. Pois este é o argumento deles, o qual o apóstolo provou ser falso há muito tempo.

Prestando contas do presente

Mexeram com a graça que não é mais graça.

GraçaQuando damos um presente, esperamos que a pessoa que recebe goste. Mas não a acompanhamos para ver se o presente é bem utilizado. Seria prepotência da nossa parte exigir uma prestação de contas quanto ao uso do presente.

Pois certos homens, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo, infiltraram-se dissimuladamente no meio de vocês. Estes são ímpios, e transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor.
Judas 4 NVI

A graça de Deus é o presente, ou dádiva, da salvação, e também a capacitação divina para cumprir a missão dele no mundo. Diferente dos relacionamentos humanos, esta graça nos torna administradores responsáveis pela sua administração. Deus exige fidelidade pelo dom da salvação e pelos dons (talentos) de capacitação.

Por isso, Judas condena os falsos mestres pelo abuso da graça de Deus, condenação esta que serve de alerta para todos os que tornariam hoje a graça de Deus em motivo para servir aos próprios interesses e entregar-se às paixões da carne. Pois entre nós crescem cada vez mais os que abusam desta graça. Devem ser expostos e rejeitados em nosso meio, da mesma forma que Judas recomendou aos seus irmãos a resistência a tais intrusos dentro da igreja.