A perspectiva deste lado da Cruz

Antes, hostilidade. Depois, a pregação do evangelho.

Lembra quando Tiago e João queriam chamar fogo do céu para destruir uma cidade samaritana por não ter recebido Jesus? Foi antes da Cruz, antes da Ressurreição, antes do Espírito Santo, antes da Grande Comissão. E depois?

Depois de terem dado o seu testemunho e de terem pregado a palavra do Senhor, Pedro e João voltaram para Jerusalém. No caminho eles espalhavam o evangelho em muitos povoados da Samaria.
Atos 8.25 NTLH

Dizem que o tempo coloca tudo na perspectiva correta. No caso dos apóstolos, são a Cruz, a Ressurreição, o Espírito e a Comissão que mudaram a perspectiva. Antes, como Jonas, queriam ver a destruição dos samaritanos. Depois, pregaram a mensagem da salvação aos seus inimigos próximos e implacáveis.

Deste lado da Cruz, não devemos nós ter a mesma perspectiva?

Pai, obrigado pela perspectiva da Cruz, que nos leva a abandonar a hostilidade para abraçar o Espírito da graça.

Segure este pensamento: A cruz de Cristo brilha com a luz do amor sobre todos.

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Confiar ou trair

Falta ao discípulo a falsa segurança dos de fora.

Confiar em DeusNinguém gosta de chegar no último lugar. Mas quem na vida aparece na frente pode ficar, aos olhos de Deus, por último.

e Simão, o nacionalista; e Judas Iscariotes, que traiu Jesus.
Mateus 10.4 NTLH

A lista dos apóstolos em Mateus 10 é dividida em pares, refletindo evidentemente o envio deles de dois em dois na comissão limitada. Nos evangelhos Judas aparece por último e sempre com a identificação de ser o traidor do Senhor.

Pelo jeito, ninguém suspeitava de Judas. Era o tesoureiro confiado com os donativos para o sustento do Mestre e do seu grupo. No mundo, quem controla o dinheiro é pessoa importante, então, Simão Zelotes deve ter ficado satisfeito com Judas como parceiro de pregação.

Ao longo do ministério de Jesus, porém, algo incomodava o coração de Judas, até chegar ao ponto de vencê-lo. Na hora de sair na comissão limitada, eles tiveram de abrir mão de malas e moeda, para depender da hospitalidade dos seus ouvintes. O homem que amava o dinheiro e, talvez, achava nele seu conforto e valor, deve ter achado tais experiências, no mínimo, assustadoras.

Jesus nos lança no mundo sem as escoras de sustentação das quais o mundo depende. Temos a sua presença, e a comunhão dos irmãos, mas falta a falsa segurança dos de fora.

Basta ver se confiaremos nele, ou tentaremos no final garantir a sustentabilidade da nossa causa. E, no processo, trair o Salvador, para ficar por último.