‘Vão pelo mundo todo’

Marcos 16.15: A missão de Jesus é a missão da igreja.

E disse-lhes: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas”. Marcos 16.15

O que Jesus disse aos apóstolos continua valendo hoje porque (1) eles deviam ensinar aos convertidos tudo o que Jesus ordenara, e (2) cada nova geração precisa ouvir a pregação do evangelho, para sua salvação. Continue lendo “‘Vão pelo mundo todo’”

O Espírito Santo inicia a obra missionária

Atos 13.2: um pequeno comentário sobre a comunicação do Espírito Santo à congregação em Antioquia.

A obra da evangelização do mundo pertence ao Espírito Santo. Ele é quem move as peças para que a missão seja cumprida. Já no livro de Atos ele fez com que evangelistas e ouvintes se encontrassem (Atos 8-11).

Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: “Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”.
Atos 13.2 NVI

Enquanto adoravam o Senhor. Há momentos específicos durante os quais a congregação adora a Deus. Esta adoração ocorre nas suas reuniões. Embora haja uma certa verdade na afirmação de que “toda a vida é adoração a Deus”, este verso comprova que existem atos de adoração em comunidade que não devem ser dispensados.

E jejuavam. Temos exemplo do corpo de Cristo fazendo jejum, como o Senhor disse que seus discípulos fariam. Devemos seguir o exemplo, sendo este aprovado por Jesus. O jejum aqui foi ato em comunidade. O propósito não é mencionado, mas é provável que foi relacionado ao que segue, isto é, a evangelização do mundo. A Bíblia não estabelece dias específicos para o jejum. Cada congregação deve determinar os momentos conforme a necessidade.

Disse o Espírito Santo. O Espírito Santo, e não a congregação, escolheu quem ele quis para o trabalho. Sua comunicação à congregação foi para identificar as pessoas que tinha escolhido. Aqui temos uma escolha sobrenatural, como também foi o chamado de Saulo. Não é por acaso que sua comunicação veio durante uma reunião da adoração dos discípulos. Veio provavelmente por meio de um dos profetas.

Separem-me Barnabé e Saulo. A congregação devia reconhecer, no ato desta separação, a decisão do Espírito Santo. A separação implica em dedicação para a obra. A escolha é dos “seus melhores homens para o trabalho pioneiro” (Alexander). Hoje, quando a congregação separa e envia pessoas para tais obras, ela deve seguir este exemplo de escolher os melhores, isto é, que demonstram a espiritualidade e a dedicação desprendida. Fica claro a seguir que a obra para o qual o Espírito chamou e da qual a congregação participa é a da proclamação do evangelho a toda criatura, o que chamamos de a Grande Commissão.

A que os tenho chamado. O chamado é do Espírito Santo. Embora o chamado venha de forma diferente hoje, após a cessão da era miraculosa, ele continua chamando pessoas para se envolver nesta obra.

Dos cinco profetas e mestres na congregação da Antioquia, o Espírito escolhe dois. Nem todos são chamados para sair pela obra missionária, mas todos participam da obra, como o v3 deixa evidente.

A decisão para a missão não surge da congregação, e nem ela tem a opção de se envolver na obra. A decisão é de Deus e a ordem veio de Cristo nas suas últimas palavras na terra. Assim, cada congregação deve seguir o exemplo de Antioquia. Ela foi uma congregação modelo na sua obediência (v3).

OBRAS CITADAS: David e Pat Alexander, O mundo da Bíblia (Paulinas).