Como não chegar a uma boa decisão

Marcos 15.1: Tem tudo a ver com motivações.

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Quando o propósito for errado, também será a decisão que dele procede. Não pode sair uma boa decisão de um motivo escuso.

De manhã bem cedo, os chefes dos sacerdotes com os líderes religiosos, os mestres da lei e todo o Sinédrio chegaram a uma decisão. Amarrando Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos.
Marcos 15.1

O propósito dos líderes já tinha sido determinado: matar Jesus, para proteger sua influência sobre o povo. Agora que ele estava no poder deles, sua consulta uns com os outros só confirmava o próximo passo. Teriam de levá-lo ao governador romano, que detinha o poder da pena de morte. Continue lendo “Como não chegar a uma boa decisão”

Jesus sentiu emoções

O que Jesus sente sobre minha reação?

Jesus se emocionaO Antigo Testamento usa a antropopatia, atribuindo sentimentos humanos a Deus, “a fim de declarar a personalidade de Deus e demonstrar que ele reage às ações das suas criaturas”.* Quando Jesus veio ao mundo, porém, ele sentiu as emoções de verdade:

Ele suspirou profundamente e disse: “Por que esta geração pede um sinal miraculoso? Eu lhes afirmo que nenhum sinal lhe será dado”.
Marcos 8.12 NVI

Marcos, especialmente, tem interesse nas emoções do Mestre. Ele sente ira (3.5), compaixão (?) (7.34), amor (10.21, embora possa considerar o amor aqui como decisão e não emoção), e aqui em nosso texto, tristeza e frustração por causa da obtusidade das autoridades religiosas.

O Senhor Jesus tinha feito muitos sinais, mas não de modo a satisfazer os fariseus. Seu materialismo e expectativa messiânica politizada impediram que vissem em Jesus o Cristo e Filho de Deus.

Mas vamos trazer as emoções de Jesus para o dia de hoje. Perante a minha reação ao evangelho, qual emoção ele sente? Ele fica frustrado pela minha lerdeza espiritual, a minha falta de compreender as grandezas do Reino, a minha passividade ante ao chamado do seguimento do Senhor?

Pai, que Jesus se sinta alegria com a minha obediência e não tristeza pela minha rebeldia, pois quero agradá-lo em todas as coisas. Amém.

*R.F. Youngblood, ed., Nelson’s new illustrated Bible dictionary (Nelson, 1995): 79.

Próximo!

Jesus procura quem acolhe o evangelho. Seria você?

Jesus pregaJesus é o Eu-Sou, aquele que é o mesmo ontem, hoje, e para sempre. Deus o enviou para nos salvar dos nossos erros. Contra os que se agarram aos seus próprios méritos e poderes, porém, ele pronuncia juízo. Poucos confessam e seguem o Jesus verdadeiro. A falta de fé é uma epidemia. Jesus é rejeitado por muitos, mesmo na sua própria cidade:

E ficou admirado com a incredulidade deles. Então Jesus passou a percorrer os povoados, ensinando.
Marcos 6.6 NVI

Se você não é cristão, Jesus vem e se apresenta. Na falta de receptividade, ele sai à procura de fé. Mas ele deseja ficar e habitar com você. Basta acolher sua mensagem.

Se você é cristão, tome nota: Ao invés de se desanimar e desistir, Jesus segue em frente, prega em outros povoados, procura outros que querem ouvir a Boa Nova. E os encontra.

Alguém rejeita o evangelho? Espera alguém que o receberá. Próximo!

Senhor, obrigado pela fidelidade de Cristo, que busca e acha. Que façamos igual. Amém.

Um toque especial

Jesus nos convida a tocá-lo.

Jesus acolheNas ruas das grandes cidades, nos ônibus e metrôs, em festas e outros lugares onde há muita gente, sentimos o toque das pessoas sem dar importância a elas. Foi assim com Jesus também, cercado constantemente por multidões, pressionado por todos os lados por gente que queria vê-lo, ouvi-lo e pedir-lhe algum benefício. Mas houve um momento …

Responderam os seus discípulos: “Vês a multidão aglomerada ao teu redor e ainda perguntas: ‘Quem tocou em mim?'”
Marcos 5.30 NVI

Jesus sentiu um toque diferente. Um toque da fé, da necessidade, do desespero, do esforço máximo. Um toque receptivo a seu poder. E no meio de tanta gente, chama atenção para este toque. Para esta mulher.

Na verdade, o Senhor não só chama atenção dos outros para ela, como chama ela para que não sinta nunca nenhum remorso pelo que fez. Pelo contrário, Jesus queria que ela fizesse isso. Ele estava presente para injetar na vida a esperança e a fé.

Além de fazer para ela a bênção da cura, ele ainda lhe faz outra: ele a puxa do meio da multidão para ela contar sua história, ouvir que sua fé a curou, saber que, mesmo ocupado, o Senhor tem tempo para os pequeninos.

E também para mim.

Pensando bem, quem tem um toque especial é Jesus.

 

Só se ele quiser

No contexto, o convite de Jesus de vir até ele é mais rigoroso do que se pensa.

conhecer DeusJesus fez declarações chocantes. Vez após outra ele afirma seu papel especial no projeto divino. Ele é a pessoa chave para conhecer Deus.

Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Mateus 11.27 BSC

Esta declaração de Jesus precede o famoso convite de Mateus 11.28-30, o de vir a Jesus. Sugere que o conhecimento do Pai, o qual implica na sua presença e sua bênção, somente vem àquele que está disposto a entregar ao Senhor os pesos desta vida para receber o seu jugo.

O convite está aberto a todos, mas o alívio e o conhecimento do Pai estão pre-determinados. Ou seja, são condicionados à nossa receptividade de deixar o nosso fardo para assumir a direção (senhorio) de Cristo.

Por que será que cortamos este verso quando citamos o convite a seguir? Seria para separar a demanda da promessa, a restrição do convite?

 

 

Igreja unida e global

Isso veio do Senhor Jesus.

IgrejaUma Bíblia de estudo em inglês comentou 2 Coríntios 9.13: “Paulo teve a visão de uma igreja cristã unida e global, a qual se tornaria uma testemunha poderosa à obra de reconciliação do Senhor”. De fato. E não somente Paulo, mas isso veio do Senhor Jesus.

E também eu te digo, que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja; e as portas do mundo dos mortos não prevalecerão contra ela.
Mateus 16.18 BLivre

O problema: Os homens abandonaram a Palavra de Deus para construir suas próprias igrejas (denominações).

A solução: Não o ecumenismo, que ignora as diferenças substanciais, mas sim a restauração da Bíblia como Palavra de Cristo que tem autoridade única, o arrependimento das obras e doutrinas humanas entre as denominações e o retorno a falar apenas o que manda nosso Senhor Jesus Cristo.

Jesus edificou sua igreja. Os homens também construíram as suas. Qual vencerá contra as forças do Maligno?

Jesus começou a pregar

A primeira coisa que Jesus faz.

ArrependimentoO começo dá indício do seu caráter. Daí o ditado: “Pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”. O que o ditado indica, do lado negativo, Mateus declara, do lado positivo, a respeito de Jesus.

Daí em diante Jesus começou a pregar: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo”.
Mateus 4.17 NVI

Quando chega a hora de Jesus iniciar seu ministério, ele, após mudar-se para a metrópole, começa a pregar. A característica principal da sua obra, além da sua morte no final do ministério, é uma mensagem.

Na mensagem é contida toda a atividade de Deus em prol do povo. Seu imperativo chama para o um movimento do ouvinte em resposta do movimento anterior de Deus.

Hoje, Jesus continua pregando pelos seus seguidores. (Seu próximo passo foi o de chamar os primeiros discípulos.) A mensagem é a mesma. Deus em Cristo chegou perto. Deus abriu caminho de volta à sua presença. O evangelho é, acima de tudo, um imperativo, para mudança, movimento, ação, resposta ao Deus que oferece amor, salvação, expectativa, futuro.

A história é nossa

Jesus não apareceu do nada.

Plano de salvaçãoCada pessoa tem uma história, tanto familiar, como social, como membro da sua comunidade e do seu país. Jesus também tem sua história.

Esta é a lista dos antepassados de Jesus Cristo, descendente de Davi, que era descendente de Abraão.
Mateus 1.1 NTLH

Jesus teve uma história, fazia parte de um plano, apareceu no fim dos tempos, quando chegou, no relógio de Deus, no tempo certo. O Soberano não decidiu num belo dia enviar seu Filho ao mundo. Foi a conclusão de longo processo de preparação, para que pudesse ter o maior sucesso possível, no objetivo de salvar muitos.

Para quem conhece pouco do Antigo Testamento, a genealogia de Cristo parece uma lista enfadonha de nomes. Para quem entende, porém, que o Altíssimo estava trabalhando havia muito tempo em prol da humanidade, cada nome representa um passo importante em direção à redenção.

Para nós cristãos, essa bela história agora é nossa.

Nós ‘fazemos’ Jesus, sim

Deus sim, Jesus sim. Sobre ele, não pode haver dúvida.

A ficção científica imagina coisas mirabolantes. Divertimo-nos com o espalhafato. O cristianismo tem a verdade grandiosa de Cristo, a qual, se não fosse pelo testemunho unido dos discípulos, aparentaria ficção.

Sem nenhuma dúvida, é grandiosa a verdade revelada da nossa religião. Essa verdade é a seguinte: Ele se tornou um ser humano, foi aprovado pelo Espírito de Deus, foi visto pelos anjos, foi anunciado entre as nações, foi aceito com fé por muitos no mundo inteiro e foi levado para a glória.
1 Timóteo 3.16 NTLH

Alguns querem arrancar do cristianismo essas verdades, mesmo religiosos. Um inglês disse a respeito da sua sociedade: “‘Fazemos’ Deus sim, mas não ‘fazemos’ Jesus”. A Inglaterra foi influenciada por séculos pela Igreja Anglicana, mas hoje, como se viu nos recentes tumultos provocados por jovens rebeldes, o país já não tem princípio moral ou religioso, nem da parte da polícia que deixou de impedi-los. Hoje seus templos religiosos estão vazios, alguns sendo vendidos por falta de fiéis e de recursos. Isso porque não ‘fazem’ Jesus.

Esta frase do inglês servem de ilustração para a igreja. Jesus está no centro da nossa fé. Quem não tem certeza destas, e outras, verdades do evangelho, nada tem a ver conosco. Aqui, não pode haver dúvida.