A miragem do dinheiro

O dinheiro está sempre fora do alcance.

Henry Ford disse: “Se o dinheiro é sua esperança para a independência, você nunca a possuirá”. O dinheiro traz o conforto físico temporário, nada mais. Ele é uma miragem.

A miragem fica sempre à nossa frente. Então, continuamos falando: “Quando eu consegir X valor de dinheiro, farei isto ou aquilo, poderei pagar as dívidas, estarei livre para servir, tirar mais tempo, ter mais condições de ajudar aos outros”.

Por meio de tal miragem, Satanás fica mudando a nossa ação para a frente, num futuro vago e trêmulo, sempre um pouco fora do nosso alcance.

Esta é uma parte do “engano das riquezas” que sufocam a semente da palavra em nosso coração e nos impedem de produzir algo de valor espiritual (Mateus 13.22; Marcos 4.9).

Segure este pensamento: Ao fazer planos, faça com que o dinheiro seja a última consideração.

Deus que supre toda necessidade nossa, que o Senhor seja glorificado pela nossa dependência da sua mão. Que o dinheiro seja uma ferramenta para o reino, e não uma desculpa para a falta de ação.

Os modernos saduceus

Eles ainda existem!

Como é que dois grupos podem ler a mesma Bíblia e chegar a conclusões tão diferentes? Esta pergunta comum nos dias de hoje podia ser feita séculos atrás a respeito dos saduceus e fariseus. E mais: Paulo deixou claro que um lado estava com a razão.

(Os saduceus dizem que não há ressurreição nem anjos nem espíritos, mas os fariseus admitem todas essas coisas.)
Atos 23.8 NVI

A frase é colocada entre parênteses em algumas versões como a NVI, pois explica como Paulo conseguiu dividir o Sinédrio com sua afirmação sobre a ressurreição.

Ao mesmo tempo, a frase serve de triste testemunho de quão longe alguns do povo de Deus tinham se desviado das verdades reveladas nas Escrituras.

Aquele que Hebreus 12.9 chama o “Pais dos [nossos] espíritos” foi negado pelos saduceus, pois como os materialistas de hoje, não acreditavam além do que o olho podia ver.

Parece não ser à toa que tal negação veio da parte dos que procuravam soluções por meio do poder humano e da política. Quanto mais se confia no visível, menos se crê no invisível.

Neste sentido, existem entre nós modernos saduceus. Fala-se muito nos modernos fariseus, pois é popular condenar o legalismo, mas talvez o perigo maior seja na confissão que admite o lado espiritual, mas que vive como se ele não existisse.

Pai dos espíritos, a realidade está no Senhor, espírito divino que criou tudo o que se vê e o que é visto somente pelo Senhor. Creio, ó Deus, nesta realidade, ajude a minha incredulidade.

Segure este pensamento: Somente permanecerá o que não se pode ver agora.

 

Por um par de sapatos

Gastou a grana. Resolveu?

o que satisfazUm par de sapatos. Um jet-ski. Uma viagem ao exterior. Um ingresso para ver a última banda de roqueiros. Compramos e compramos e não estamos satisfeitos. Trabalhamos horas a fio para providenciar coisas materiais e gastar em nulidades.

Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz? Escutem, escutem-me, e comam o que é bom, e a alma de vocês se deliciará na mais fina refeição.
Isaías 55.2 NVI

Isaías não está criticando as compras de coisas não essenciais, mas sim a idolatria das coisas materiais, das coisas que não têm condições de satisfazer o espírito.

O que satisfiz é o conhecimento de Deus. Mas estamos sentados em carteiras de outra escola. O que alegra hoje e amanhã e depois de amanhã se encontra somente na loja de artigos da fé. Mas gastamos os esforços e dinheiro no Shopping Agora e no Mercado das Emoções Fortes.

E ainda questionamos porque andamos tão insatisfeitos e chateados.

Esaú vendeu sua herança por um prato de comida.  Vai vender a sua alma por um par de sapatos?

Pai, faça-me entender que as coisas deste mundo me deixam frustrado e vazio. Dê-me o pão que vem do céu.