Pensem além de Roma

Todos os caminhos saem de Roma.

EvangelhoSe todos os caminhos levam a Roma, todos os caminhos saem de Roma para o mundo. Se a capital do império romano era o centro de tudo, ela devia ser também centro de propagação do evangelho.

A respeito de alguns assuntos, eu lhes escrevi com toda a franqueza, como para fazê-los lembrar-se novamente deles, por causa da graça que Deus me deu, de ser um ministro de Cristo Jesus para os gentios, com o dever sacerdotal de proclamar o evangelho de Deus, para que os gentios se tornem uma oferta aceitável a Deus, santificados pelo Espírito Santo.
Romanos 15.15-16 NVI

Pensar além de Roma. É isso que Paulo quer que os discípulos romanos façam, reconhecendo que o evangelho é para todos e que ele foi enviado aos gentios para pregar-lhes a Boa Nova de Cristo. Seu plano de ir a Espanha serve de oportunidade para eles.

Pensar além de nossa congregação, de nosso bairro, de nossa cidade. A carta aos Romanos deve servir o mesmo propósito para nós.

Mais uma vez consultou o Senhor

“Pois quem conhece a mente de Deus?”

Embora criado à imagem de Deus, o ser humano não sabe o que Deus pensa. O Senhor revela seus pensamentos, mas ele tem de ser consultado. Ele pode ser ignorado ou esquecido, mas sempre para o nosso prejuízo. Foi assim também com Davi:

Mais uma vez Davi consultou o Senhor, …
2 Samuel 5.23a, NLTH

Quando o rei Davi consultava o Senhor, ia bem com ele. Quando deixava de consultá-lo, havia problemas, como no transporte da arca (capítulo 6). Ele aprendeeu que “o Senhor, nosso Deus, nos castigou por não o termos consultado como devíamos” (1 Crônicas 15.13).

E quando ele quis construir um templo para o Senhor, ele fez certo, consultando o profeta Natã (2 Samuel 7.1ss). Só que o profeta se esqueceu de consultar o Senhor e de imediato deu o seu aval. Afinal, ele imaginava que tal desejo tivesse de ser agradável ao Senhor. Mas o Senhor não quis que Davi construísse o templo.

A grande lição ensinada no início do reinando de Davi é esta: para termos o sucesso de Deus, temos de consultá-lo. Ele nos revela o que fazer (construir ou não, capítulo 7) e como fazê-lo (como atacar os inimigos, capítulo 5; como carregar a arca, capítulo 6).

Você já consultou o Senhor hoje, pela leitura da sua Palavra?

Desejo e oração

Quando o desejo de Deus é nosso, isso faz boa oração.

SalvaçãoQual o filho que já pediu ao pai roupa escolar ou livro para estudar? Se pedisse, o pai daria com muito prazer, pois seu desejo para o filho é que estude bastante. Jesus nos instruiu para pedirmos conforme a vontade de Deus, o que Paulo faz:

Irmãos, o desejo do meu coração, e a oração que faço a Deus por Israel, é para que eles sejam salvos.
Romanos 10.1 BLivre

Deus não dará o desejo do coração que procura gastar em seus próprios prazeres (ver Tiago 4.1ss). E culpamos Deus às vezes por não atender as nossas orações porque pensamos, carnal e loucamente, que nossas prazeres sejam a vontade de Deus.

Nada, porém, mais perto do coração de Deus, do que a salvação de todas as pessoas.

Você já deu uma olhada recentemente na sua lista de pedidos?

 

O favorito não ganhou

Se Israel era povo de Deus, porque rejeitou o evangelho?

IsraelNão é incomum em algum esporte ou corrida o favorecido perder a competição. Aquele que todos pensavam que chegaria primeiro, por algum motivo deixa de cumprir as expectativas. Foi assim também com Israel. O povo tinha tanta vantagem, mas no final acabou fora do reino de Deus.

Deles [dos judeus] são os patriarcas, e a partir deles se traça a linhagem humana de Cristo, que é Deus acima de tudo, bendito para sempre! Amém.
Romans 9.5 NVI

A rejeição de Israel é mais lastimável ainda porque o povo estava rejeitando o próprio Deus na pessoa de Cristo. Ele surgiu no meio de povo, conforme o plano de Deus, para a redenção do mundo, “mas os seus não o receberam” (João 1.11). O povo do Senhor vira as costas para Deus-conosco!

Nos capítulos 9-11 de Romanos, Paulo mostra que a palavra de Deus ainda se cumpriu, mesmo com a rejeição de Israel. Para demonstrar isso, cita as Escrituras copiosamente, de modo que 40% dos 90 versos são citações. Uma palavra chave é “remanescente” (verso 27). Faz questão de mostrar que a seleção do povo nunca foi em base puramente física. A promessa divina não falhou. Pelo contrário, cumpriu-se conforme o plano de Deus.

Israel tinha tanta vantagem, a qual a maioria jogou fora porque preferiu seguir as próprias ideias.

Na igreja será diferente hoje?

 

As pedras da Serra da Mantiqueira

Quando Deus justifica, ninguém muda seu parecer.

justificationSe eu fosse me jogar da Pedra da Macela, a 1.840 m de altitude na Serra da Mantiqueira (o que não vou fazer nunca, pois tenho medo das alturas), quem ia levar a pior, eu ou as pedras? As pedras não iriam se machucar. Elas não iriam nem mexer nem sentir nada. Eu é que ficaria quebrado!

E quando Deus justifica e um homem acusa?

Quem irá acusar os eleitos de Deus? Deus é quem nos justifica!
Romanos 8.33 BSC

A pergunta é retórica. Nem precisa suprir a resposta, pois todos já a sabemos.

Alguém poderá falar mal a nosso respeito, e falará mesmo. O cristão ouvirá todo tipo de mentira e falsidade a seu respeito pelos que querem derrubar a verdade. Tais palavras, porém, não terão como afetar seu relacionamento com Deus, nem o seu destino eterno. Serão apenas palavras falsas e vazias de poder.

Se é Deus quem nos julga, o juízo do homem, e de nós mesmos, fica sem efeito. Devemos fazer o máximo de esforço para termos a aprovação dele, mas uma vez tendo-a (e há como ter certeza dela), podemos ficar sossegados na justificação por meio de Cristo.

Da mesma forma que as pedras da montanha não se preocupem comigo.

Que delícia essa morte!

Uma morte que significa liberdade!

Morte de CristoO assassino sabia que só podia casar-se novamente no caso da morte da esposa. Então, resolveu matá-la, para ter a liberdade de segundo casamento. Sua teologia estava correta, mas sua conclusão faltava muito. Paulo tem tanto a teologia certa como a conclusão correta.

Assim, meus irmãos, vocês também morreram para a lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que venhamos a dar fruto para Deus.
Romanos 7.4 NVI

Viver para a lei significa provar a própria bondade pela observação perfeita da lei. Impossível isso. O resultado disso é que a lei somente tem o poder de acusar e condenar.

Quando morremos para a lei, ficamos livres desse projeto impossível. Paulo usa a figura do casamento, no qual a morte separa os cônjuges. Pela nossa morte para a lei, ficamos livres e chegamos a pertencer a Cristo, que traz o perdão e a santidade necessária para a presença de Deus. E produz fruto para Deus, nossa santificação.

Esta liberdade da lei e o pertencer a “outro”, Jesus Cristo, por meio do seu corpo (crucificado e ressurreto) faz com que essa morte seja uma delícia, pois ela nos traz até a presença de Deus.