A pressão da multidão

Lucas 4.42: Não se deixe desviar!

Já sabemos a verdade, “Não acompanhe a multidão na prática do mal” Êxodo 23.2 NBV. Mas talvez ainda não estejamos cientes do poder da multidão para nos desviar da nossa missão.

Ao romper do dia, Jesus foi para um lugar solitário. As multidões o procuravam, e, quando chegaram até onde ele estava, insistiram que não as deixasse.
Lucas 4.42 NVI

No próximo verso, Jesus resiste à sua pressão, porque tinha fixado bem na mente a sua missão. Mas nosso propósito aqui é chamar atenção à pressão poderosa que uma multidão pode exercer, muitas vezes, ao sacrifício do senso de missão do indivíduo.

Isso se aplica especialmente ao seguimento de Cristo, ao cumprimento da sua obra na terra, à proclamação da verdade do evangelho, à vida dedicada a Deus.

A multidão talvez nem peça por algo que seja em si errado. Talvez ela queira que a alimentemos ou ajudemos de alguma forma. (Isso se chama egoísmo.) Mas pode nos impedir de fazer a todos o bem maior da salvação.

Que ouça eu a sua voz, ó Deus, convencido sempre pela sua palavra, e não pela pressão da multidão.

Segure essa ideia: Deus convida, enquanto a multidão, / Pra mudarmos o foco, fará pressão.

A multidão atropelante

Nesse meio tempo, tendo-se juntado uma multidão de milhares de pessoas, ao ponto de se atropelarem umas às outras, Jesus começou a falar primeiramente aos seus discípulos, dizendo: “Tenham cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia”.
Lucas 12.1

Evito multidões, mas já fiquei no meio de um aperto de muita gente.

Como no cortejo de Tancredo Neves Belo Horizonte em 1985, quando várias pessoas morreram por causa do descontrole da multidão.

Lucas parece sugerir que o atropelamento de gente é mais do que um problema de números. Dá a impressão de certa hostilidade.

É no meio dessa pressão da multidão que Jesus alerta contra a hipocrisia.

Pois esta é o desejo de agradar à maioria, de impressionar as pessoas, de se tornar algo que não é para ganhar a aprovação da turma.

“Sejam quem são como discípulos meus”, disse o Mestre, “ao invés de seguir o modelo religioso popular dos fariseus”.

Lugar mais seguro, longe do atropelamento da multidão, está nos telhados proclamando quem somos em Jesus (v. 3).