Como pode o Senhor ser ‘Deus dos deuses’?

Deuteronômio 10.17: Como entender essa frase de Moisés, dos Salmos e de Daniel?

Quatro vezes na NVI é usada a frase: “Deus dos deuses”, todas elas no Antigo Testamento. É usada uma vez por um rei pagão, mas as outras, por Moisés, por um dos salmistas e por um anjo. Os quatro textos são Deuteronômio 10.17; Salmo 136.2; Daniel 2.47; e Daniel 11.36. Continue lendo “Como pode o Senhor ser ‘Deus dos deuses’?”

Com Deus o resultado

2 Samuel 10.12: Deus tem seu plano.

O seguidor de Cristo obedece ao seu Senhor e busca fazer toda a vontade do Pai. Mesmo assim, ele reconhece que Deus fará o que lhe aprovar. A iniciativa sempre fica com Deus e suas decisões soberanas são respeitadas pelo seu povo. Continue lendo “Com Deus o resultado”

Quem é de Deus venceu

I João 4.4: O óbvio deixa de ser óbvio quando escutamos a vozes ou mal informadas ou mal intencionadas.

O óbvio deixa de ser óbvio quando escutamos a vozes ou mal informadas ou mal intencionadas. Foram as últimas que estavam berrando no primeiro século quando João escreveu sua primeira carta, deixando confusos os verdadeiros filhos de Deus. Continue lendo “Quem é de Deus venceu”

Questão maior que o poder do diabo

Lucas 4.8: Podia o diabo entregar a Jesus todos os reinos do mundo? Faz diferença?

Pessoas discutem de vez em quando se o diabo tinha ou não condições de cumprir sua promessa a Jesus quando lhe oferecia autoridade sobre todos os reinos do mundo, Lucas 4.5.

Primeiro, devemos lembrar que o diabo é mentiroso e lança mão da mentira nas suas tentações.

Na narrativa, porém, existe algo de maior importância do que sua condição de entregar a Jesus os reinos do mundo. Continue lendo “Questão maior que o poder do diabo”

Fizeram grande lamentação sobre Estêvâo

Atos 8.1-2: Enquanto lamentamos, Deus trabalha.

Os porquês não pertencem ao homem, mas sim a Deus. Nossa visão restrita questiona o Todo-Poderoso, mas seu plano é muito maior do que um lugar ou morte ou tempestade ou perseguição específica.

Naquele dia levantou-se grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e da Samaria. E alguns homens piedosos sepultaram a Estêvão, e fizeram grande lamentação sobre ele.
Atos 8.1-2

Os homens piediosos que lamentaram sobre Estêvão tinham olhos somente para o homem morto na sua frente. Viram apenas desastre. Sentiram apenas a perda deste grande homem de Deus.

Não sonharam, e nem podiam, que a perseguição que começou naquele dia resultaria na evangelização da Judeia e Samaria. Não tinham ideia que o esvaziamento de Jerusalém, deixando apenas os apóstolos na cidade santa, começaria finalmente a cumprir o propósito divino de estender o evangelho aos quatro cantos da terra.

Ó Deus, como somos pequenos, como somos limitados pelo que vemos na nossa frente, como nos apressamos a render a nossa fé na soberania do Criador! Perdoe-nos e renove a nossa visão do seu plano imenso.

Segure essa ideia: Além da nossa presente dor, / Deus faz brotar a linda flor.

Como se levantar do chão

Salmo 60.8: O segredo do sucesso está num punhado de nomes estranhos do Antigo Testamento.

A derrota é humilhante. Um comercial para um antigo programa esportivo na televisão a chamou de “a agonia da derrota”, ao mesmo tempo que a câmera mostrava um esquiador caindo na neve. Então, como os perdedores voltam ao jogo? Como se torna a derrota em vitória?

Quando Davi ficou derrotado numa batalha com Edom, ele a entendeu como a rejeição da parte de Deus. Davi não menciona por que Deus permitiu a derrota, mas sabia que “o Senhor derramou a sua ira” (Salmo 60.1 NBV).

Como recuperar-se da derrota? Esta é outra importante pergunta, além de buscar saber por que Deus a permite. Nos versos 6-8 do Salmo 60, Davi achou sua resposta de como tornar a derrota numa vitória de batalha.

Moabe é minha bacia de lavar; atirarei minha sandália sobre Edom; sobre a Filístia darei o brado de vitória.
Salmo 60.8 A21

Deus é soberano. Ele dispôs as tribos de Israel conforme a sua vontade, norte e sul, leste e oeste (versos 6-7). E os inimigos de Israel? Ao leste, Moabe; ao sul, Edom; ao oeste, Filístia. Deus os tem sobre o controle dele também.

Para tornar a derrota em vitória, Davi sabia: “Com Deus conquistaremos a vitória, e ele pisoteará os nossos adversários” (verso 12). Mas, primeiro, antes que isso possa acontecer, o homem tem de reconhecer o poder de Deus.

Talvez o por quê está nesta verdade também.

Tudo é teu, ó Deus! Minha língua confessa que eu, também, pertenço ao Senhor e todo sucesso vem porque nos submetemos ao Senhor.

Segure esta ideia: A derrota está em nosso orgulho, / Que vira sucesso num montão de entulho.

Arrastados

Deus está presente no temporal.

Veja a pergunta que fazemos: Se Deus está comigo e está usando a minha vida para o reino, por que tantas coisas ruins acontecem comigo? O apóstolo Paulo sofreu muito pelo evangelho, mas nunca fez esta pergunta, mesmo quando ficaria bem apropriado a fazê-lo, como nesse momento:

Mas agora recomendo-lhes que tenham coragem, pois nenhum de vocês perderá a vida; apenas o navio será destruído. Pois ontem à noite apareceu-me um anjo do Deus a quem pertenço e a quem adoro, dizendo-me: ‘Paulo, não tenha medo. É preciso que você compareça perante César; Deus, por sua graça, deu-lhe as vidas de todos os que estão navegando com você’. Assim, tenham ânimo, senhores! Creio em Deus que acontecerá do modo como me foi dito. Devemos ser arrastados para alguma ilha”.
Atos 27. 22-26

Se o Senhor estava guiando Paulo para comparecer perante César, por que deixou acontecer o naufrágio na ilha de Malta? Por que Deus não parou a tempestade, ou desviou-a para outra direção? Por que não fez com que o centurião e o capitão do navio ficassem convencidos pelas palavras de Paulo, para ficarem onde estavam? Tudo bem, Deus salvou a vida de todos a bordo, mas por que deixou que corressem risco de vida?

Mesmo que vejamos alguns benefícios deste mal como consequências, temos de confessar que tais perguntas não têm resposta. Mas o que se pode afirmar numa situação desta, então?

Pode-se afirmar, sim, que, embora Deus deixe de interferir (aos nossos olhos) nos assuntos humanos e nas vicissitudes da vida, ele trabalha para o nosso bem e para o progresso do evangelho.

E podemos nos confortar na soberania de Deus, pois ele nunca se esquece do seu povo. Mesmo no meio das mais bravas tempestades e nos naufrágios da vida, nos quais se perde tudo menos a vida–ou até morre também, ele está presente, garantindo-nos que as coisas mais importantes sobreviverão.

Não sei o que de mal ou bem
É destinado a mim;
Se maus ou áureos dias vêm,
Até da vida o fim.

Mas eu sei em quem tenho crido,
E estou bem certo que é poderoso
Pra guardar o meu tesouro
Até o dia final.

Pai celestial, obrigado pelas suas promessas, que me servem como âncora no meio das tempestades.

Segure este pensamento: Tenha ânimo na presença do mal, pois Deus garante o bem.

Deus age e o homem responde

Deus age, e o homem responde à sua ação.

Entre os vários estudos de evangelismo que já produzimos e usamos, um apresenta um gráfico para mostrar que cada movimento humano é apenas uma resposta à iniciativa anterior de Deus.

Ouvir e crer são respostas à palavra de Deus. “Fala, ó Senhor, pois o teu servo está escutando!”

O arrependimento é a resposta à santidade de Deus. Pense em Isaías chorando sobre lábios impuros ou Pedro pedindo que Jesus se retire porque era pecador.

A confissão é a resposta ao chamado de Cristo para assumir publicamente seu Senhorio. Como tal, começa na conversão e continua durante toda a vida.

A imersão é a resposta ao convite de participar dos benefícios da morte de Cristo. “Levante-se … seja batizado”.

O amor à família de Deus é a resposta de ser acrescentado à igreja.

O fazer discípulos por meio de ensinar o mundo sobre Cristo é a resposta do envio do povo de Deus às nações com uma comissão.

O homem faz algo porque Deus já agiu. A iniciativa sempre fica com Deus. O “algo” que o homem faz não é ideia dele, mas a ação da obediência fiel que segue à mão orientadora do Mestre.

Assim como os olhos dos servos atentam para as mãos dos seus senhores, e os olhos da serva para as mãos de sua senhora, assim os nossos olhos atentam para o Senhor nosso Deus, até que tenha piedade de nós.
Salmos 123.2 NVI