Terra sem terremoto

No chão do alicerce da igreja de Deus, tudo calmo.

DoutrinaMais um terremoto no mundo ontem, desta vez no leste dos Estados Unidos, na escala 6.0, felizmente, sem mortes. Qualquer tremor, e já senti vários lá e cá, nos lembra que a terra não é tão firme assim.

Apesar disso, o sólido alicerce colocado por Deus permanece, marcado pelo selo desta palavra: “O Senhor conhece os que são seus”. E ainda: “Afaste-se da injustiça todo aquele que pronuncia o nome do Senhor.”
2 Timóteo 2.19 EP

A falsa doutrina não terá sucesso. Não abalará o alicerce de Deus. Não convencerá as pessoas que pertencem ao Senhor porque estas abandonam o pecado de tal ensinamento.

Os dizeres escritos no alicerce designam a natureza dele, a sua qualidade de firmeza, pela ação de Deus de selar o alicerce. Ele é que mantém tudo em pé. Ele que garante a autenticidade pelo selo, e afirma pertencer a ele.

Um comentarista/1 afirma que, pelas referências do Antigo Testamento citadas para os dizeres, o alicerce neste verso se refere de forma metafórica à igreja. Como em Números (fonte da primeira citação), “o povo tem de escolher entre os dois lados, assim estabelecendo sua identidade”.

1/ Philip H. Towner, The letters to Timothy and Titus NICNT (Eerdmans, 2006): 536-38.

2 pensamentos em “Terra sem terremoto”

  1. Antes do desafio proposto por Elias aos quatrocentos e cinquenta profetas de Baal no monte Carmelo, o profeta Elias fez uma importante e desafiadora pergunta para o povo de Israel: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu” (1 Reis 18:21). É isto que está acontecendo hoje também: o povo nada responde. Os servos de Deus da Nova Aliança, seus pregadores, desafiam o povo a escolher entre Deus e o mundo com suas concupiscências, mas o povo nada responde. Um sono espiritual parece ter tomado conta de muitos: nada respondem. Não há mudança, atitude, reação; não há sequer esboço de vontade de servir de fato aos propósitos de Deus. Fala-se, prega, ensina; ninguém responde. Exorta, repreende e admoesta e ninguém responde. Será preciso realizar um milagre para que o povo acorde deste sono espiritual? Os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal ficaram o dia inteiro rogando e suplicando ao seu deus para consumir o novilho ao passo de se mutilarem tamanho frenesi que tomou conta da situação; danças, gritos, berros, espasmos, nada! Não houve e não aconteceu absolutamente nada. Nenhuma resposta; silêncio absoluto do céu. Não é semelhante a coisas que vemos por aí? Elias até brincou com eles: “Ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e despertará” (18:27). Mas não houve resposta: “E eles clamavam em altas vozes e se retalhavam com facas e com lancetas, segundo o seu costume, até derramarem sangue. Passado o meio-dia, profetizaram eles, até que a oferta de manjares se oferecesse; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma” (18:28,29). Então Elias preparou o altar com o novilho, e por três vezes jogou água sobre o holocausto, sobre a lenha e ao redor do altar, enchendo até o rego em volta para não haver dúvidas que quem iria consumir o sacrifício seria o Senhor (veja 18:30-35). Elias então clamou ao Senhor (YHWH) – o único Deus -, e Ele não apenas consumiu o novilho, mas tudo, inclusive a água (18:36-38). Naquele momento “todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (18:39). Sabemos, porém, que aquela reação do povo foi no embalo do grande acontecimento que com certeza maravilhou a todos, mas na verdade nem assim seguiram de fato ao Senhor. Elias se deprimiu com a atitude do povo, fugindo de Jezabel, que lhe fizera uma ameaça de morte. Ele foi para uma caverna, até que o Senhor foi ao seu encontro lhe dizendo que sete mil dentre o povo não haviam dobrado seus joelhos a Baal (veja o restante desta história 18:40-19:1-18). Elias disse: “Tenho sido em extremo zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida” (19:14). Ao passo que o Senhor lhe respondeu: “… conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou” (19:18). Espero que não tenhamos que ver um “milagre” para poder crer em Deus e servi-lo como Ele merece. Sabemos, porém, por este acontecimento com o povo de Israel, que até mesmo vendo ou presenciando um milagre muitos não se convertem de fato ao Senhor. Que o maior milagre seja a nossa transformação de pessoas ímpias, idólatras e pecadoras em servos dedicados, zelosos e consagrados ao único e poderoso Deus YHWH. Cristo disse que seu caminho é apertado e a porta é estreita e são poucos que acertam com ela (Mt 7:13,14). Eu quero estar entre estes poucos e você? Que seja! Amém!

    1. Excelente referência ao momento no monte Carmelo, Elcio, e aplicação atual. Muitos se calam face ao desafio dos ensinos falsos. Mas tomamos incentivo pelo fato de que era sempre assim e será assim nos nossos dias, mas da mesma forma o Senhor fará a sua obra.

Deixe uma resposta